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Cratera marinha estaria ligada a asteroide “irmão” do que matou os dinossauros

Uma cratera no fundo do mar foi descoberta por cientistas na costa da Guiné, país do oeste da África. Batizada de Nadir — assim como um vulcão marinho próximo —, a cratera aparenta ter sido causada pelo impacto de um asteroide. Ainda, sua data de formação coincide com a do impacto que resultou na extinção dos dinossauros, há cerca de 66 milhões de anos.

Um fato curioso sobre o fundo do oceano é que ele foi menos explorado que a superfície de Marte. Entre os estudos que pretendem investigar estas profundezas, um projeto que busca reconstruir a separação tectônica da África e América do Sul foi o responsável por esta nova descoberta.

Um segundo asteroide pode ter contribuído para a extinção dos dinossauros (Imagem: urikyo33/Pixabay)
Um segundo asteroide pode ter contribuído para a extinção dos dinossauros (Imagem: urikyo33/Pixabay)

Graças aos dados obtidos por uma técnica chamada reflexão sísmica, um “ultrassom geológico”, cientistas encontraram a cratera de 10 km de diâmetro soterrada por 400 metros de sedimentos. Se confirmada, ela entra para o pequeno número das crateras por impactos de asteroides conhecidas no fundo do mar.

Asteroides irmãos?

Se a raridade de tais crateras já não fosse suficiente para despertar o interesse dos pesquisadores, outro fato. A data estimada da colisão que gerou a cratera de Nadir é aproximadamente a mesma do impacto em Chicxulub, no México. Na verdade, suspeita-se até que os asteroides que geraram as duas tenham a mesma origem.

Estima-se no máximo um milhão de anos de diferença entre os impactos. um piscar de olhos na escala geológica. A relação não está confirmada, mas os cientistas estudam possibilidades de isso não ser só uma coincidência.

Ilustração do estudo mostra os efeitos da colisão de um asteroide no mar (Imagem: Nicholson et al./Science Advances)
Ilustração do estudo mostra os efeitos da colisão de um asteroide no mar (Imagem: Nicholson et al./Science Advances)

A primeira hipótese é a do “irmão menor”: ambos os asteroides seriam fruto da ruptura de um mesmo asteroide “pai.” É possível que a força gravitacional da Terra tenha o rompido em um evento de quase colisão, para que na órbita seguinte os fragmentos se chocassem com o planeta.

Outra possibilidade é chamada de “primo menor”: esta hipótese supõe uma colisão mais distante da Terra, como um grande asteroide se chocando em outro no cinturão localizado entre Marte e Júpiter. Esse evento teria enviado vários asteroides “primos” em direção aos planetas rochosos ao longo de um período extenso.

Para testar estas hipóteses, e mesmo para confirmar que a cratera de fato foi originada por uma colisão, os pesquisadores precisam de amostras do local. O grupo submeteu um pedido de perfuração da cratera ao Programa Internacional para a Descoberta dos Oceanos para coletar os minerais necessários e dar continuidade a essa investigação.

Fonte: Canaltech

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