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Cratera lunar é batizada em homenagem a explorador negro que desbravou o Ártico

·2 minuto de leitura

A União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) nomeou uma cratera do polo sul da Lua em homenagem a Mathew Henson, umexplorador negro que, em 1909, tornou-se uma das primeiras pessoas da história moderna a pisar no “topo” do mundo — o Ártico.

Para Jordan Bretzfelder, estagiário do Lunar and Planetary Institute e que sugeriu a homenagem, a construção da igualdade na ciência começa pelo reconhecimento das contribuições de pessoas de todas as origens. "Pareceu um desserviço Henson não ter sido devidamente reconhecido por suas contribuições para a ciência polar, e estou orgulhoso de fazer parte da retificação disso", acrescentou Bretzfelder, que é doutorando na Universidade da California.

Mathew Henson em 1910 (Imagem: Reprodução/Domínio Público)
Mathew Henson em 1910 (Imagem: Reprodução/Domínio Público)

A cratera Henson está localizada entre as crateras Sverdrup e de Gerlache, no polo sul da Lua — mesma região que receberá a próxima geração de exploradores através do programa Artemis, da NASA. Durante seu estágio de verão, Bretzfelder trabalhou procurando locais de pouso em potencial, quando pensou que nomear uma das crateras tornaria a discussão mais precisa. Além disso, seria uma ótima oportunidade para destacar uma figura histórica da exploração polar da Terra.

Mathew Henson nasceu em 1866 em Maryland, quase um ano após a abolição da escravidão nos EUA. Foi um experiente explorador e esteve na linha de frente de quase seis expedições ao Ártico organizadas por Robert Peary. Eles levaram 18 anos até à expedição que, finalmente, alcançou o Polo Norte. A última contou com a Henson, Peary e quatro membros da nação esquimó, chamados Ooqueah, Ootah, Eningwah e Seegloo.

O círculo amarelo indica a recém-nomeada cratera Henson (Imagem: Reprodução/NASA)
O círculo amarelo indica a recém-nomeada cratera Henson (Imagem: Reprodução/NASA)

Com Henson à frente, o grupo viajou com trenós puxados por cães, mas, por conta de uma névoa que encobria o Sol, eles ultrapassaram o Polo Norte em vários quilômetros. Na volta, Henson descobriu que suas pegadas foram as primeiras deixadas ali. Provavelmente os povos indígenas do Ártico tenham explorado a área nos milhares de anos que estiveram presentes na região, mas Henson foi o primeiro da expedição de Peary e da história recente a chegar ao Polo Norte.

Na época da expedição ao Polo Norte, Henson recebeu muitos elogios. Mesmo assim, muitos custavam a acreditar que um homem negro tivesse alcançado o sucesso em uma missão que tantos outros haviam tentado por séculos. "Quando o programa Artemis enviar a próxima geração de astronautas para a superfície lunar, será uma honra ter o nome de Henson em nossos mapas lunares", acrescentou Jim Grenn, cientista-chefe da NASA.

Fonte: Canaltech

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