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Cratera em Marte apresenta antiga formação fluvial nunca antes observada

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Em recente estudo publicado no Planetary Science Journal, pesquisadores indicam a descoberta de um novo tipo de marcas de atividade fluvial em cratera antiga de Marte, que pode dar informações sobre o clima no passado distante do planeta. A cratera, ainda sem nome, fica localizada nas altas terras do sul marciano e contém marcas no chão que podem indicar o escoamento de água de uma geleira que deixou de existir há muito tempo por ali.

Através das imagens de alta resolução obtidas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, a equipe foi capaz de mapear com detalhes o sistema de lagos da cratera. O mapa revela as marcas características de leitos de rios antigos, chamadas de canais fluviais invertidos. Este tipo de formação ocorre quando a água flui por uma superfície rochosa e deixa para trás sedimentos granulares na área que sofre erosão. Este material, ao interagir com a água, pode formar minerais mais resistentes que as rochas vizinhas — formando então as cristas elevadas que se espalham pela paisagem.

O mapa topográfico da cratera indica as cristas elevadas em amarelo e a água teria se acumulado nas áreas em branco (Imagem: Reprodução/Brown University/MRO)
O mapa topográfico da cratera indica as cristas elevadas em amarelo e a água teria se acumulado nas áreas em branco (Imagem: Reprodução/Brown University/MRO)

Para o pesquisador Ben Boatwright, da Brown University, o sistema provavelmente foi alimentado pelo escoamento de uma geleira marciana — o fluxo corria do topo da geleira para a cratera. O que torna esta formação tão diferente das marcas fluviais encontradas nas crateras Jezero e Gale, é que esta nova cratera apresenta um tipo de sistema hidrológico, ou seja, o abastecimento e escoamento da água aconteceriam exclusivamente dentro da cratera.

Pesquisas complementares mostram que esta não é a única cratera com este tipo de marcas fluviais em Marte. Na última Conferência Lunar e Planetária deste mês, Boatwright apresentou dados que revelam mais de 40 crateras adicionais com características parecidas.

Mapa indicando onde a água fluía e acumulava no fundo da cratera (Imagem: Reprodução/Brown University)
Mapa indicando onde a água fluía e acumulava no fundo da cratera (Imagem: Reprodução/Brown University)

Para o professor orientador do artigo, Jim Head, alguns modelos dizem que o passado de Marte foi frio e congelado, e essas evidências podem corroborar com estas previsões. "Não apenas isso, mas esta cratera fornece os critérios de que precisamos para começar a procurar ainda mais evidências para testar esta hipótese, o que é realmente emocionante".

O artigo foi originalmente publicado na Brown University.

Fonte: Canaltech

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