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Crítica | Virando o Jogo dos Campeões é um abraço nos fãs dos Mighty Ducks

·6 minuto de leitura

Nos últimos anos, Hollywood encontrou uma mina de ouro na memória afetiva da geração que cresceu nos anos 1980 e 1990. Com uma série de reboots, revivals e spin-offs surgindo, estrelas de icônicos filmes e séries que fizeram sucesso no último milênio têm retornado para dar vida a personagens que consolidaram suas carreiras, além de entregar um enorme fan service para um público que hoje está entre os vinte e trinta e poucos anos.

Nessa safra, há o sucesso do YouTube Premium que foi adquirido mais tarde pela Netflix, a série Cobra Kai, um revival da trilogia Karate Kid que trouxe a vida de Johnny Lawrence e Daniel LaRusso 30 anos depois do torneio de All Valley, em que o Miyagi-Do fez história derrotando o dojô de John Kreese. Seguindo quase a mesma linha (e prometendo não só atrair, como também agradar os fãs da outra série), a Disney anunciou a série Virando o Jogo dos Campeões, que se passa anos após a trilogia dos Mighty Ducks.

Atenção! Esse texto pode conter spoilers.

(Imagem: Divulgação / Disney+)
(Imagem: Divulgação / Disney+)

Intitulado Nós Somos os Campeões, os filmes acompanham Gordon Bombay (Emilio Estevez), um advogado que é preso após dirigir alcoolizado e agora precisa cumprir uma carga horária de trabalho comunitário, ganhando assim o cargo de novo técnico do time de hockey de seu antigo bairro. Como todo longa-metragem para a família, a história entrega acontecimentos previsíveis, mas que gerem reflexão, conquista no final das contas e, é claro, crie simpatia do público com os personagens, e na série Virando o Jogo dos Campeões não é diferente.

O que mais atrai aqui é justamente o aceno que a Disney e todo o restante da produção faz ao público da trilogia dos anos 1990. Com o intuito de fisgar os fãs pela memória afetiva, os episódios da série entregam diversos easter eggs nostálgicos para arrancar aquele sorriso saudoso do espectador enquanto assiste a nova história. Virando o Jogo dos Campeões não precisa, necessariamente, ser assistido após a trilogia e a história funciona quase que independente, mas seus momentos de homenagem aos filmes é o que torna a produção uma experiência única e feita com muito cuidado para aqueles que se apaixonaram pelos Mighty Ducks anos atrás.

(Imagem: Divulgação / Disney+)
(Imagem: Divulgação / Disney+)

Esses elementos nostálgicos são inseridos com cuidado e contextualizados na trama, a começar pela presença de Emilio Estevez como personagem regular. Gordon Bombay está mais velho e rabugento, com um comportamento bem similar ao do primeiro filme — oferecendo um paralelo em sua fala no primeiro episódio, "Eu detesto hóquei e não gosto de crianças", mas logo satirizando seu próprio comentário ao comer um pedaço de bolo, dando referência ao principal xingamento criado pelos Mighty Ducks, cake eater.

Essa figura durona, mas que guarda muitas mágoas dentro de si vai logo tendo suas camadas expostas conforme os episódios são desenrolados. Os diretores James Griffiths, Michael Spiller e Jay Karas exploram o desenvolvimento de Bombay com muito cuidado, tornando cada passo do personagem algo de se tirar a emoção do público: seja com seus primeiros passos no gelo ou o momento em que ele decide voltar à vida de técnico de hockey.

A série dedica diversos momentos aos fãs da franquia original, como especificamente os episódios seis e dez. Como todo revival, obviamente uma hora o elenco original faria uma aparição especial, e em Virando o Jogo dos Campeões, a formação inicial dos Mighty Ducks marca presença em um emocionante reencontro de equipe. A homenagem se estende ao fim da temporada, em que o elenco deixa os uniformes originais para os novos integrantes do time.

(Imagem: Divulgação / Disney+)
(Imagem: Divulgação / Disney+)

Atraindo a geração atual

Apesar de ser construída em pilares emocionais, Virando o Jogo dos Campeões conta com atualizações que foram pensadas exclusivamente para atrair a geração de assinantes do Disney+ que não necessariamente assistiram aos filmes originais. A diversidade já está presente no elenco atual, em que nenhum dos jogadores tem a altura, peso ou cor da pele similares. Além disso, há ainda mais mulheres presentes na série do que a trilogia original (que jogava toda a representatividade feminina nas costas de Julie Gaffney, personagem de Colombe Jacobsen-Derstine).

Similar a Cobra Kai, o show ainda joga a dúvida no colo do público mostrando um outro lado da moeda: e se, dessa vez, os Mighty Ducks não forem os mocinhos da história? Após um legado construído pela equipe de Gordon Bombay, o time se tornou tudo o que mais criticava, indo contra todos os valores construídos nos anos 1990, como se divertir em primeiro lugar e trabalhar em equipe. Agora, com uma rotina rigorosa de treinos, alimentação saudável e pais preocupados com bolsas para a faculdade, Alex (Lauren Graham) não vê outra alternativa a não ser construir outro time de hockey para bater de frente com os Patos e, assim como qualquer outro esporte praticado por adolescentes, se divertir.

(Imagem: Divulgação / Disney+)
(Imagem: Divulgação / Disney+)

Embora pareça difícil lidar com um elenco extenso de crianças numa temporada com apenas 10 episódios, Virando o Jogo dos Campeões consegue dividir o holofote em todos eles, mesmo que isso fique para mais tarde. Um exemplo bom é com os personagens de Luke Islam (ex-participante do The Voice Kids que usa e abusa do seu talento musical na série), que interpreta Koob, e Kiefer O’Reilly, que dá vida a Logan. Afinal de contas, parte de ter um show representativo para crianças é dar conta da responsabilidade de fazer com que o público se veja nas telas, e para isso, cada integrante do time possui seu próprio arco tratado em paralelo aos acontecimentos centrais da trama.

Há um esforço nítido em entregar uma história diferenciada, mas mesmo que a série não saia tanto do clichê de filme Disney, Virando o Jogo dos Campeões serve como uma viagem nostálgica e escapismo eficaz. Os episódios possuem uma duração correta para entreter ao mesmo tempo que dão vigor a uma nova geração dos Mighty Ducks, mais diversa, moderna e com vontade de fazer diferente.

(Imagem: Divulgação / Disney+)
(Imagem: Divulgação / Disney+)

A temporada termina com uma vontade clara de dar continuidade à história, por mais que se encerre sem ganchos se assim o Disney+ decidir. No entanto, Virando o Jogo dos Campeões tem material para explorar muito ainda do que foi abordado até agora, assim como foi o primeiro filme da franquia. Entre os desejos dos fãs, no entanto, há a curiosidade de ver Charlie Conway (Joshua Jackson), o braço direito do treinador Bombay na trilogia e que, de acordo com falas do próprio técnico da série, a amizade não está no melhor dos status agora.

Ainda sem uma segunda temporada confirmada, mas com ambições necessárias para tornar-se um dos carros-chefe do streaming, os primeiros dez episódios de Virando o Jogo dos Campeões estão disponíveis no Disney+.

Fonte: Canaltech

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