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Crítica Velozes e Furiosos 9: Filme dá voz às mulheres e conta origem de Toretto

·6 minuto de leitura

Além de carros modernos e corridas clandestinas, Velozes e Furiosos bate há 20 anos em uma tecla que tem um grande apelo emocional entre o público: não há nada mais importante na vida do que a família — pelo menos para Dominic Toretto. Desde 2001, a franquia automobilística aposta seu sucesso não só na ação e cenas exorbitantes em alta velocidade, mas também na dinâmica entre seus personagens que torna os filmes únicos.

Em F9, Justin Lin, o diretor mais experiente e familiarizado com os longas da série, mostra que além de ser um forte pilar para o decorrer da vida, a família pode trazer grandes problemas quando não há paz no passado. Para apresentar um forte contraste com o pensamento que Toretto levou como seu principal valor desde o início, o cineasta ainda reúne quase todos os personagens que já estrelaram Velozes e Furiosos até então, mostrando que mesmo quando desentendimentos de anos atrás aparecem para dar um alô, ainda há paz em meio ao caos.

Atenção! Esse texto pode conter spoilers.

(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)
(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)

Velozes e Furiosos 9 é um capítulo da franquia totalmente dedicado aos fãs e isso é fato — afinal de contas, não é todo mundo que vai comprar a ideia do enredo desde o princípio com plot twists mirabolantes e cenas surreais. Apesar da longa duração (145 minutos, o mais comprido da saga até agora), os efeitos visuais e edição de som fazem do novo filme uma alternativa para um escapismo com mais humor, momentos de tirar o fôlego e, é claro, pneus no asfalto.

"A pior coisa que você pode fazer a um Toretto é afastá-lo da família", diz um velho amigo de Dominic em um dos diálogos do filme, referindo-se à má relação que o protagonista nutre com o irmão (John Cena) até os dias atuais. O novo filme da franquia agora abre espaço para a trama principal ser uma verdadeira lavação de roupa suja familiar, trazendo o lutador estadunidense para viver o antagonista Jakob Toretto, irmão mais novo do personagem de Vin Diesel.

(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)
(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)

Com uma abordagem mais intimista — isto é, trazendo para as telas um lado obscuro do passado de Dominic Toretto —, Justin Lin tem seu grito de vitória após 15 anos de críticas e má interpretações por Desafio em Tóquio, de 2015. É em F9 que o diretor traz a tona, de uma vez por todas, o universo cinematográfico que decidiu introduzir em Velozes e Furiosos desde o longa-metragem ambientado no Japão, que foi fortemente criticado por não trazer Paul Walker ou Vin Diesel nos papéis principais.

Com o personagem de Sung Kang de volta às telas (e ainda dirigindo um Toyota Supra laranja, como homenagem a Brian O'Conner), F9 traz todo o elenco regular em uma nova missão dada como impossível, contando com figuras cujas aparições são um verdadeiro fan service: além de Han, Earl (Jason Tobin), Twinkie (Bow Wow) e o protagonista Sean Boswell (Lucas Black), de Desafio em Tóquio, dão as caras novamente na franquia e firmam essa conexão direta do filme com a linha cronológica da saga.

(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)
(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)

É num tom de sarcasmo e brincadeira que as histórias retratadas são interligadas facilmente no novo capítulo — e os personagens sabem muito bem disso. Seguindo essa linha de "comprar uma ideia que não se leva tão a sério", Lin, que assina o roteiro ao lado de Daniel Casey, ainda aproveita pequenos respiros em tantos diálogos hacker, explosões de motores e trocas de tiros com criminosos para jogar um pouco de humor na dinâmica através de uma reflexão piadista de Roman Pierce, que revisita todos os acontecimentos da franquia para se questionar se eles são, de fato, pessoas normais por terem sobrevivido a tantos eventos surreais até então. "Somos invencíveis ou o quê?", indaga.

A fórmula segue o jeito da saga de ser: mostrando um equilíbrio perfeito dos efeitos visuais, mixagem e edição de áudio, as cenas de perseguição, explosões e alta velocidade permanecem arrancando o fôlego dos fãs e emendadas aos acontecimentos da trama. Apesar de a franquia ter tomado um tom mais policial nos últimos filmes, em F9 Justin Lin e Daniel Casey permitem a produção voltar um pouco para suas origens: resolvendo os problemas no asfalto.

Representatividade importa

(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)
(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)

Como uma franquia pensada para um público majoritariamente masculino, os filmes da série sempre trouxeram como elementos principais carros supermotorizados e mulheres com roupas de banho no banco do passageiro. Em Velozes e Furiosos 9, no entanto, há uma vontade e tentativa nítida de trazer mais protagonismo para Letty, Mia Toretto, Ramsey e até mesmo Cipher, uma das vilãs mais poderosas que já passou pela saga.

Em um movimento nítido desde o oitavo título, lançado em 2017, o enfoque agora não é um enquadramento nos quadris ou decotes das personagens, e sim trazer, de fato, um arco para as mulheres, mesmo que ainda sejam coadjuvantes da franquia. Uma das coisas que mais se destacou na série automobilística ao longo dos anos é justamente a diversidade presente em seu elenco, com o objetivo de atrair a identificação do público, e agora que os filmes finalmente trazem personagens femininas com histórias concretas, necessárias e sem sexualização, parece que o encerramento no filme 11 terá um ar de dever cumprido.

F9 é, sem dúvidas, o melhor filme de Mia Toretto, que coloca as mãos no volante e mostra ter uma utilidade muito além da irmã do protagonista e mãe do filho de Brian O'Conner. Letty, por sua vez, continua personificando a mulher durona, forte e decidida que foi introduzida em 2001, mas cujo ponto fraco é o mesmo do marido: a família. Por último, e não menos importante, Ramsey tem seu momento de destaque fora das telas de computador, mostrando que num futuro bem próximo pode ser uma das motoristas mais talentosas da equipe.

(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)
(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)

Ainda batendo na tecla de diversidade, Justin Lin brinca com os limites da própria saga e os extrapola levando seus personagens ao espaço sideral — apesar de já ser de conhecimento do público por conta de vazamentos e confirmações em trailers do filme, é satisfatório ver que um feito tão grande num blockbuster ficou para dois coadjuvantes que têm tanta importância quanto o personagem de Vin Diesel: levando a razão e a emoção fora de órbita, o diretor opta por levar dois homens negros a cumprirem a parte mais importante de todo o plano. É claro que, mesmo com o humor que a ocasião exige, a cena ainda abriu espaço para críticas sociais. "Sabe que ninguém vai acreditar que nós fizemos isso, não é?", questiona o personagem de Tyrese Gibson.

Preparação para o encerramento

(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)
(Imagem: Divulgação / Universal Pictures)

F9 é um filme feito para os fãs da saga: divertido na medida certa por simplesmente caçoar de seus próprios limites — e que também já deixa um ar de despedida em seus minutos finais. A franquia ainda presta homenagens a Paul Walker, cuja última aparição foi feita no filme sete, mas Brian O'Conner ainda é mencionado com muito carinho pelos colegas de elenco até o momento atual. É difícil dizer como a produção cumprirá mais dois filmes sem trazer o personagem para a tela novamente, mas uma coisa é certa: com a família sendo o alicerce da saga, qualquer homenagem que a produção prestar ao ator, será válida e genuína.

Velozes e Furiosos 9 está em cartaz nos cinemas.

Fonte: Canaltech

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