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Crítica | Sombra e Ossos impressiona e diverte, mas tá longe de Game of Thrones

Natalie Rosa
·5 minuto de leitura

Após meses de espera, finalmente chegou à Netflix a série Sombra e Ossos, ou Shadow and Bone, adaptação para a televisão da saga de livros de mesmo nome da autora Leigh Bardugo. A trama já chegou com uma grande responsabilidade: ser tão bem-sucedida quanto Game of Thrones. Isso, porque ambas as séries contam histórias de fantasia, têm enredos diferentes dentro de uma só trama, oferecem inúmeros efeitos especiais e, claro, traz muita magia.

Game of Thrones se tornou um fenômeno desde a sua estreia, fazendo com que o mundo inteiro parasse para assistir aos novos episódios todos os domingos na HBO. Ainda que o final tenha desagradado a muitos, não há como negar que a produção conquistou o seu espaço no universo das séries e será difícil ser superada. A partir dessa comparação, desde o momento do primeiro "play" em Sombra e Ossos, as expectativas são altas, principalmente para saber se a série vai conseguir agradar até mesmo aqueles que não são fãs do gênero e que não conheciam a história de Leigh Bardugo, o que é o caso de quem está por trás desta crítica.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

Atenção: esta crítica contém spoilers da série Sombra e Ossos, da Netflix!

Primeiras impressões

A primeira temporada da série é baseada nos dois primeiros livros de Sombra e Ossos (Sombra e Ossos e Sol e Tormenta) e, felizmente, não é preciso ter lido os títulos antes de começar a assistir a trama, ainda que se trate de uma história complexa e com diversas divisões de enredos paralelos, inúmeros tipos de magia, inimigos, família, golpe, traição, entre outras questões. Ainda no primeiro episódio já conseguimos ficar situados com o que está para acontecer com a protagonista Alina Starkov (Jessie Mei Li), que escondeu por muitos anos o fato de ser uma Grisha e contar com um poder importante. Na verdade, ela diz às pessoas que não sabia que tinha esses poderes, mas eles são tão incríveis que é difícil de acreditar.

Ao longo dos episódios, a série não só nos apresenta a quem é Alina e o motivo de o seu poder ser tão importante e único, como também desenvolve o restante dos personagens com cuidado para que suas histórias não sejam confundidas. Diferente de Game of Thrones, Sombra e Ossos não começa com uma história de incesto ou assassinatos tão cruéis, mostrando ser uma produção dedicada a todas as idades e que pode ser assistida sem preocupação com imagens gráficas ou impróprias para menores, pelo menos na primeira temporada. No entanto, algumas pessoas podem achar a série juvenil demais, mas isso vai bastante do gosto de cada um.

Um dos pontos altos a se perceber no início é o carisma dos personagens e toda a criatividade da autora na criação de cada um deles, que contam com trajetórias interessantes e que colaboram para que o espectador queira continuar acompanhando a trama. Até mesmo aqueles que não têm poderes não são mostrados como ordinários, mas sim como peças importantes para a série.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

Magias

Em relação às magias, que na série são chamadas de Pequenas Ciências, o desenvolvimento desses poderes são extremamente empolgantes, não só pelo que eles conseguem fazer, mas também pela forma física criada pelos efeitos especiais. Como se fosse uma versão mística do clássico Capitão Planeta, diferentes Grishas têm poderes de controlar a água, a escuridão e o Sol, e invocar gases e vento, por exemplo. Mas não para por aí: eles também podem curar, controlar seus batimentos cardíacos e o oxigênio dos pulmões, entre outras funções.

A partir deste momento, é preciso ter mais conhecimento dos livros para entender melhor essas classificações, incluindo as vestimentas que os identificam. Esse detalhe, no entanto, não torna a trama confusa nem menos interessante, deixando em aberto a possibilidade de conferirmos mais temporadas e, aos poucos, memorizarmos a função de cada um dos personagens e o que eles são capazes de fazer.

A Dobra

A série se concentra no que é apresentado ainda no início: a Dobra. Em vez de uma muralha, Sombra e Ossos se apega à criação da Dobra, uma região que foi infestada de escuridão e que se tornou extremamente perigosa de entrar, contando com demônios e criaturas voadoras extremamente perigosas. O grande objetivo dos heróis da produção é acabar com essa Dobra, que acaba se tornando o cenário para, talvez, a maior reviravolta da série, quando descobrimos que quem parecia ser amigável, na verdade, tem planos malignos e é o grande vilão da história.

A nossa grande heroína, então, entra em ação e descobrimos, finalmente, a justificativa de seu poder ser tão especial: somente ela é capaz de fechar a Dobra, que é repleta de escuridão, uma vez que ela conta com o poder de invocar o Sol. A missão, no entanto, não é tão fácil assim, rendendo mais missões de sobrevivência para as próximas temporadas.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

Diversidade

Depois de anos de luta pela diversidade no cinema e na televisão, finalmente estamos assistindo à inclusão acontecendo nas tramas mais atuais, ainda que pessoas de diferentes raças e etnias ainda não sejam a maioria. Em Sombra e Ossos, vemos a própria protagonista sofrendo de racismo pelos seus traços orientais, mostrando que a trama se preocupou em fazer uma singela crítica social. Também vemos personagens de origem indiana e negros, e até mesmo um breve relacionamento entre homens, uma vez que a homossexualidade sempre existiu na mesma proporção em que era, ou é, repudiado. Mais um ponto para Sombra e Ossos, que optou por trazer humanidade para a história, mesmo se tratando de um conto de magia.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

A série cumpre bem o papel de ser uma ótima trama de fantasia, mas, com um enredo mais carregado para o público jovem adulto, talvez ela passe longe de se tornar a próxima Game of Thrones. Além de não contar com cenas extremamente pesadas, entre uma facada aqui e um degolamento ali, os romances são tratados como em filmes do gênero, com flertes, palavras e olhares, a fórmula para conquistar os adolescentes mais românticos.

O ponto alto da trama, de fato, está dentro do universo da magia, as características de cada poder e a história por trás de cada personagem. A série é uma ótima opção para quem gosta do gênero, mas também para quem não está muito familiarizado com a temática, já que as histórias são bem contadas e quase nenhum detalhe passe despercebido.

Sombra e Ossos já está disponível na Netflix em oito episódios.

Fonte: Canaltech

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