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Crítica Solos | Antologia tecnológica emociona com monólogos de tirar o fôlego

·4 minuto de leitura

Nos últimos dias de junho, o Amazon Prime Video trouxe ao Brasil a nova série Solos, uma antologia repleta de tecnologia e sentimentos, além de um elenco impecável, para ser mais uma de suas grandes apostas. A produção de ficção científica é facilmente comparada a Black Mirror, da Netflix, tanto por tratar de distopias e muita modernidade, como por passar a sensação de um futuro estranho e ameaçador, enquanto discutimos questões humanas.

A série Solos chama a atenção não só pela premissa intrigante, como também pelo grande elenco que foi escalado para explorar o máximo de seus talentos. Em cada episódio, um ator ou atriz conta suas histórias em forma de monólogos tão intensos que mal percebemos que o tempo passou, todos com muitas questões humanas mescladas com as tecnológicas.

<em>Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video</em>
Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video

Atenção: esta crítica contém spoilers da série Solos, do Amazon Prime Video!

Solos consegue entregar aquilo que promete com base no discurso, ainda que os efeitos especiais sejam tão bons quanto. Mas não é preciso de exageros para que as histórias sejam contadas, como episódios extremamente longos ou diálogos cansativos. Cada palavra, cada gesto, cada expressão facial é trazida de uma forma que traz a conexão daquele futuro com a atualidade.

No primeiro episódio, por exemplo, vemos o uso da tecnologia e da viagem ao futuro sendo usada para um motivo sombrio, mas humano. Traz a fragilidade do que é ser uma pessoa e a fuga constante da realidade, que pode trazer mais perturbações do que o próprio prazer. Nele, Anne Hathaway, que interpreta Leah, surpreende ainda mais por conseguir criar diálogos com suas próprias versões do passado e do futuro.

Na sequência, Anthony Mackie, como Tom, também traz o retrato do desespero e da busca por uma solução através da tecnologia. Ainda que não esteja entre os três episódios mais marcantes da temporada, o sentimento é o mesmo do primeiro episódio, mas mais fácil de gerar empatia. No quarto episódio, Peg (Helen Mirren) consegue retratar o sentimento de estar sozinha da forma mais emocionante de toda a temporada. Já idosa, assistimos com pesar as suas declarações sobre como foi a sua vida na Terra, agora que viajou para o espaço, com seus arrependimentos e amarguras, resultados de uma baixa autoestima. Com certeza, o capítulo conquista por ser um dos mais tocantes.

<em>Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video</em>
Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video

No quarto episódio, Uzo Aduba interpreta Sasha e entrega uma performance forte que mais nos aproxima do mundo real da pandemia da COVID-19. Graças à tecnologia, ela conseguiu permanecer isolada e segura de um vírus por anos, mas mesmo depois de o mundo voltar ao normal ela é dominada pela fobia do que a espera lá fora. O episódio, então, acaba trazendo uma analogia à mistura de sentimentos que estamos encarando desde o início de 2020.

O ritmo continua intenso no quinto episódio, com Constance Wu interpretando Jenny, uma mulher frustrada que consegue alterar a intensidade de seu monólogo entre altos e baixos, chegando a um fim completamente sombrio, sendo um dos mais chocantes e mais expressivos da temporada. O ritmo desacelera no episódio seis, com Nicole Beharie interpretando Nera, uma mulher grávida que nos traz, em pouco tempo, o que parece ser o resultado de diversos experimentos do futuro. Ela dá à luz sozinha, em sua casa, e em pouquíssimos minutos acompanha o crescimento rápido do filho, até quando ele já é um adolescente.

<em>Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video</em>
Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video

Por fim, o último episódio deixa de ser um monólogo para trazer um diálogo entre dois personagens: Stuart (Morgan Freeman) e Otto (Dan Stevens). Otto é um jovem que confronta Stuart, já idoso, por ele ter roubado as memórias de sua mãe já falecida. Conforme o diálogo acontece, percebemos que todos os episódios anteriores estão atrelados ao último de alguma forma, trazendo a cura do Alzheimer, as consequências das viagens no tempo e os danos à linha do tempo cometidos, entre outras questões.

Solos é uma obra que se aprofunda no existencialismo e se apoia na tecnologia para criar um futuro tão impactante quanto assustador. Com uma pegada de Black Mirror e até mesmo de Upload, que também é original da plataforma de streaming, a antologia se destaca na maior parte do tempo pelas atuações e monólogos, mas sem deixar que as questões de efeitos especiais, entre outras técnicas, não tenham a devida importância para a produção como um todo.

Solos está disponível no Amazon Prime Video em sete episódios.

Fonte: Canaltech

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