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Crítica Ruptura | Série do Apple TV+ é uma das melhores de 2022

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Desde que estreou no Apple TV+, em fevereiro, a série Ruptura vem sendo assunto nas redes sociais, se tornando um grande fenômeno da plataforma de streaming.

Criada por Dan Erickson, produzida e dirigida por Ben Stiller, Ruptura conta a história de Mark Scout (Adam Scott), um homem que tem a mente dividida entre o pessoal e o profissional.

Enquanto está no trabalho, Mark não sabe quem ele é na vida pessoal, quem são seus amigos, familiares e hobbies. E quando está em casa, não faz ideia de quais são as suas tarefas na empresa Lumon Industries e quem são seus colegas de trabalho.

<em>Ruptura se passa em uma distopia (Imagem: Divulgação/Apple TV+)</em>
Ruptura se passa em uma distopia (Imagem: Divulgação/Apple TV+)

Distopia

Uma das temáticas de séries e filmes que mais fazem sucesso entre os fãs de ficção científica são as distopias, que trazem uma realidade desesperadora e opressiva de diferentes formas.

Em Ruptura, a distopia está relacionada à saúde e tecnologia, trazendo questões já abordadas na série Black Mirror, que também fez bastante sucesso em todas as suas temporadas. A trama mostra a divisão da mente dos trabalhadores como uma forma equivocada de melhora na qualidade de vida.

No entanto, o esquecimento de quem você é na vida pessoal ou no trabalho acaba colocando os trabalhadores em situações antiéticas, ou que ferem seus próprios princípios. A incógnita dssa dúvida, inclusive, acaba gerando mais desconforto e insatisfação.

Série e vida real

Apesar de se tratar de uma série de ficção e com elementos distantes da realidade, Ruptura é uma daquelas produções que fazem alusão ao mundo real, trazendo questões do nosso dia a dia vivendo em sociedade.

A primeira semelhança é trazer reflexões sobre sermos pessoas diferentes no ambiente de trabalho, sem precisar de nenhum tipo de cirurgia neurológica para isso. Em ambiente corporativo, precisamos gerenciar o humor, as tarefas, o contato e a socialização, se adaptando a uma forma inventada de existir.

Em casa, há a liberdade para sermos nós mesmos, seguindo nossas próprias regras. Ainda assim, é difícil viver uma vida corporativa sem pensar na vida pessoal, assim como é difícil ter uma vida pessoal sem pensar em trabalho.

<em>Mark e Helly se encontram no descontentamento (Imagem: Divulgação/Apple TV+)</em>
Mark e Helly se encontram no descontentamento (Imagem: Divulgação/Apple TV+)

Minimalismo ou exagero?

Ruptura também conquista pela estética existente dentro do ambiente de trabalho, mesmo que cause estranheza na mesma proporção. Nos escritórios, vemos a mistura de uma tecnologia de ponta com equipamentos que remetem aos anos 1980 e 1990, como se os funcionários não pudessem nem saber em que ano estavam.

Na sala em que Mark trabalha, vemos um ambiente que, facilmente, poderia abrigar dezenas de pessoas sendo o local de trabalho de apenas quatro. A paleta de cores é extremamente bem combinada, assim como os ângulos e posições dos objetos, e os locais são extremamente limpos e organizados, compondo um perfeccionismo perturbador. Já do lado de fora, as coisas são normais.

Por que Ruptura fez sucesso?

A série do Apple TV+é uma obra intrigante, causando uma primeira impressão que traz muitas dúvidas sobre o que está acontecendo. Quando começamos a entender, Ruptura começa a mesclar a tecnologia com o desespero.

Então, a trama passa a se tornar uma produção investigativa, uma vez que já entendemos os dramas dos personagens e começamos a torcer por eles. Mas o enredo da série não é tão simples assim, apresentando várias camadas intensas e profundas. É como se a cada resposta viesse uma dúvida ainda maior.

O mistério, sem dúvidas, acaba sendo o maior atrativo de Ruptura, e isso começa com Mark recebendo a informação de um ex-colega de trabalho que, escondido, desfez a cirurgia e hoje paga pelas consequências da quebra de contrato.

Os momentos desesperadores sobre o que está acontecendo são manifestados através da personagem Helly, interpretada por Britt Lower. Antes da revelação sobre a sua identidade no mundo externo, desde o primeiro dia após o procedimento ela se demonstra inquieta.

<em>O elenco da série também tem seu mérito (Imagem: Divulgação/Apple TV+)</em>
O elenco da série também tem seu mérito (Imagem: Divulgação/Apple TV+)

É quando os protagonistas passam a ter os mesmos pensamentos que a revolta, de fato, começa. Mas o que complementa o suspense é que nada de bom pode existir em um ambiente que não quer que você lembre do que faz lá, então a Lumen é concretizada como uma grande vilã.

O mistério, suspense e qualidade visual de Ruptura não seriam nada sem grandes performances, com o elenco da trama também ganhando mérito. Além de Adam Scott e Britt Lower entregarem grandes atuações, a série ainda conta com a participação da veterana Patricia Arquette, que rouba a cena interpretando a inimiga dos trabalhadores da Lumen.

Ruptura não é simplesmente uma série sobre tecnologia, apenas se apoiando na temática para fazer uma crítica ao universo corporativo e à transformação mental que algumas pessoas podem passar para ter um trabalho. Mesmo assim, é possível aproveitar a qualidade que a produção oferece quando se busca por algo não tão profundo, mas também não superficial, sendo uma boa trama de mistério e suspense.

Antes mesmo da primeira temporada chegar ao fim, Ruptura foi renovada pelo Apple TV+ para novos episódios. Enquanto o dia não chega, você pode assistir à primeira temporada completa na plataforma de streaming da Apple.

Fonte: Canaltech

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