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Crítica Pinóquio | Live action da Disney prova que clássicos nunca morrem

Aguardado por muitos, o live action de Pinóquio finalmente estreou no Disney+. Dirigido por Robert Zemeckis (Náufrago), o filme entrega uma história bem construída — com início, meio e fim bem marcados — e fiel à obra original de 1940.

O longa conta a história do boneco de madeira construído pelo carpinteiro Geppetto. Solitário depois da morte da sua esposa e de seu filho, o homem, que só conversa com seu gato e seu peixe, decide criar o boneco para ser sua companhia.

Na mesma noite em que termina sua criação, ele avista uma estrela cadente e pede, com todo seu coração, para que o boneco, que ele chamou de Pinóquio por ser feito da madeira de um pinheiro, ganhe vida.

É quando vai dormir, então, que a Fada Azul entra em sua casa e faz o boneco viver. Além disso, ela também dá ao Grilo Falante a missão de ser a consciência de Pinóquio (Benjamin Evan Ainsworth) e ajudá-lo a discernir o que é bom e ruim.

Falando em Fada Azul, o personagem interpretado por Cynthia Erivo merece atenção pelos efeitos visuais que apresenta, com sua varinha mágica e seu vestido brilhante que hipnotizam. Aliás, esse é um ponto positivo da atração, que entrega belos efeitos, no melhor padrão Disney de qualidade.

Enredo conhecido e efeitos encantadores

Não dá para negar que a história do boneco de madeira já é bem conhecida do público. Sem inovar no enredo, no entanto, o longa de Zemeckis encanta pela magia e pela qualidade das animações. Vale destacar a cena em que Pinóquio chora em cima do corpo de Geppeto, achando que ele teria morrido afogado.

O contraste entre realidade e animação é quase sempre bem realizado no filme. (Imagem:Reprodução/Disney+)
O contraste entre realidade e animação é quase sempre bem realizado no filme. (Imagem:Reprodução/Disney+)

O contraste entre a realidade de um ator de verdade (Hanks) e a animação é, em vários momentos, bem executado (em outros nem tanto), e o close na lágrima caindo do rosto do boneco mostra a qualidade do trabalho realizado.

Outro ponto interessante é a quebra da quarta parede que acontece quando o Grilo Falante conversa com o espectador ao final do filme. Não é algo incrível, mas surpreende.

Elenco estelar

Por falar em Tom Hanks, não é novidade que o ator entrega um bom trabalho, e em Pinóquio ele não decepciona. Dando vida a um homem melancólico e amoroso, Hanks nada lembra o empresário ganacioso que interpretou em Elvis.

Tom Hanks interpreta um Geppetto melancólico e amoroso. (Imagem:Reprodução/Disney+)
Tom Hanks interpreta um Geppetto melancólico e amoroso. (Imagem:Reprodução/Disney+)

Luke Evans, por sua vez, também merece aplausos pela interpretação do maldoso Cocheiro, que leva as crianças para a Ilha dos Prazeres; um lugar onde elas podem fazer o que quiserem, mas que serão transformadas em burros posteriormente.

Fotografia e músicas

Apesar de ser um filme — em teoria — voltado para o público infantil, a fotografia de Pinóquio é, em sua maioria, escura, abusando dos tons sóbrios, o que cansa e desagrada um pouco. Já as músicas são um elemento já esperado no longa, mas acabam cortando o ritmo do texto e se tornando um tanto quanto desnecessárias.

No longa, o Grilo Falante assume o papel de consciência de Pinóquio. (Imagem:Reprodução/Disney+)
No longa, o Grilo Falante assume o papel de consciência de Pinóquio. (Imagem:Reprodução/Disney+)

Vale a pena assistir o live action de Pinóquio da Disney?

Clássicos são clássicos, e o live action da Disney vem provar isso. Sem se distanciar do original e sem inovar em (quase) nada, Pinóquio é uma boa opção para quem quer conhecer ou rever a história do boneco de madeira. Vale a pena o play, mas não espere por novidades.

Pinóquio está disponível no Disney+.

Fonte: Canaltech

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