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Crítica O Paciente | Série é thriller psicológico profundo e cheio de camadas

Não é só porque Steve Carell alcançou o auge da fama em produções de comédia que ele não é capaz de fazer um bom drama. Depois de se destacar como o repugnante Mitch Kessler, da série do Apple TV+ The Morning Show, agora o ator mostra a sua versatilidade no thriller O Paciente, do Star+.

A série O Paciente conta a história de Alan Strauss, um psicólogo renomado que é sequestrado por um assassino em série. Diferente de outras produções de serial killers que vemos por aí, o criminoso Sam (Domhnall Gleeson) sabe que tem um problema, no caso a compulsão por matar, e resolve procurar ajuda.

<em>A série é uma grande sessão de terapia (Imagem: Divulgação/FX)</em>
A série é uma grande sessão de terapia (Imagem: Divulgação/FX)

Mas se tratando de um psicopata, é claro que a busca pela solução do seu instinto assassino encontrará a pior resposta possível: mantendo o terapeuta em cativeiro. Através dessa medida, não só o psicólogo não terá para quem denunciar todas as mortes provocadas pelo paciente, como será obrigado a tentar tratar a compulsão dele para não ser a próxima vítima.

Atenção: esta crítica contém spoilers da série O Paciente!

A ideia do serial killer, claro, é uma receita para um desastre. Strauss fica em um quarto com uma grande janela de vidro e uma cama aparentemente confortável, mas preso com uma corrente nos pés. Por não ser um cativeiro inóspito, ele consegue ficar calmo na maior parte do tempo e planejar sua fuga.

Mas a discussão principal de O Paciente é sobre família, tanto a do assassino em série, quanto a do psicólogo. Entre as sessões de terapia, vamos descobrindo sobre o passado de Sam e os fatores que o levaram a viver aquela situação, inclusive a proteção que tem da mãe, que sabe de tudo mas não é capaz de denunciar o próprio filho à polícia.

<em>A mãe de Sam sabe dos crimes cometidos pelo filho (Imagem: Divulgação/FX)</em>
A mãe de Sam sabe dos crimes cometidos pelo filho (Imagem: Divulgação/FX)

Alan Strauss também divaga sobre seu passado, suas relações familiares e os ensinamentos de sua origem judia. O judaísmo é bastante citado na trama, desde mostrar que filho do psicólogo escolheu partir para o lado ortodoxo da crença, mais conservadora em seus costumes, até as coisas boas que aprendeu com a religião. O terapeuta nunca conseguiu esconder o desgosto pelo filho ter virado judeu ortodoxo, lamentando o quanto sua esposa ficou machucada por isso até o dia de sua morte.

Terapia

Explorando seus próprios sentimentos e os do paciente, enquanto precisa, inclusive, assistir ao criminoso assassinar uma vítima em sua frente, Strauss se esforça por um bom tempo para tentar sair de lá com vida. Em meio às referências de sua religião e os traumas vividos pelos seus antepassados, como as memórias do holocausto, o psicólogo parece finalmente encontrar a paz para dizer "é agora ou nunca".

A série O Paciente não poupa em nos mostrar sessões de terapias profundas com o serial killer, que apesar de serem intensas não provoca tanta tensão, ou ainda sentimentos claustrofóbicos. A trama mal poderia ser chamada de thriller pois falha, talvez propositalmente, em nos deixar tensos. Em vez disso, ficamos cada vez mais interessados em analisar as mentes de terapeuta e cliente, como se o principal objetivo da experiência fosse refletir sobre a vida.

<em>Steve Carell interpreta o terapeuta (Imagem: Divulgação/FX)</em>
Steve Carell interpreta o terapeuta (Imagem: Divulgação/FX)

Enquanto traça seu plano de fuga, Strauss se imagina em uma sessão de terapia como paciente, recebendo conselhos positivos ou não em relação às decisões tomadas por ele. Foi assim, portanto, que ele sentiu que sua missão foi concluída. Por mais que a tentativa de sair de lá com vida tenha sido drástica, o que acabou em tragédia, o terapeuta finalmente pode resolver seus problemas consigo mesmo e partir em paz.

As sessões de terapia com Sam, no entanto, até chegaram a funcionar, com o assassino em série entendendo que a única cura para seus impulsos seria se entregar à polícia, pois assim ficaria preso e não cometeria mais crimes. Mas como criminosos geralmente apelam para a covardia, a sua decisão foi se prender em casa e se acorrentar ao pé da cama, onde Alan esteve, e ser mantido aos cuidados da mãe para nunca mais sair de lá.

O Paciente se encerra com Sam tendo um pouco de empatia pelo terapeuta, o que foi adquirido em suas sessões, enviando a carta que Alan escreveu em cativeiro para os filhos, comprovando de uma vez por todas que ele foi embora em paz.

Você pode assistir à série O Paciente em 10 episódios no Star+.

Fonte: Canaltech

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