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Crítica O Gabinete de Curiosidades | Del Toro constrói boa antologia de terror

O Gabinete de Curiosidades de Guillermo del Toro é uma das séries mais aguardadas da Netflix em outubro. A produção traz oito episódios com histórias distintas e independentes, baseadas em contos de autores do gênero como o próprio del Toro, H.P Lovecraft e Aaron Stewart-Ahn. E não podemos negar que a produção é um acerto do cineasta mexicano.

O primeiro ponto positivo que merece destaque é que, ao reunir histórias de diferentes escritores, del Toro consegue construir uma antologia bem escrita e estruturada. Além disso, ao entregar a direção dos episódios a diferentes dramaturgos, entre eles Keith Thomas, Guillermo Navarro, Jennifer Kent, faz com que a série tenha um bom desenvolvimento e que os capitulos se diferenciem entre si, sem apresentarem histórias repetitivas e cansativas.

Com boas histórias, a antologia de del Toro consegue surpreender posisitivamente. (Imagem:Reprodução/Netflix)
Com boas histórias, a antologia de del Toro consegue surpreender posisitivamente. (Imagem:Reprodução/Netflix)

Aliás, falando em histórias, outro acerto é que a antologia mexe com os diferentes tipos de medo do espectador. Tem desde espíritos e assombrações, até monstros exagerados. Também há cenas gore (de multilação) e animais asquerosos, como por exemplo (vários!) ratos. Inclusive, se você tem fobia desse animal, melhor passar longe de alguns episódios, especialmente do segundo.

Vale falar também que a produção acerta ao conseguir mesclar histórias bem realistas, com pitadas de sobrenatural, como no primeiro episódio. Já outras são bastante fantasiosas, no melhor estilo fábula, como no sexto “Sonhos na Casa da Bruxa” estrelado por Rupert Grint, que viveu o carismático Ron Weasley em Harry Potter e que aqui dá vida à Walter Gilman, um jovem que tenta se comunicar com sua irmã gêmea que faleceu quando eles eram crianças.

Rupert Grint surpreende na atuação e constrói um personagem mais maduro. (Imagem:Reprodução/Netflix)
Rupert Grint surpreende na atuação e constrói um personagem mais maduro. (Imagem:Reprodução/Netflix)

Com uma boa fotografia, e direção de Catherine Hardwicke (Crepúsculo), a história tem claras inspirações na obra mais famosa de J.K Rowling, mas consegue ser original e inovadora ao mesmo tempo. Rupert também se distancia do seu Ron e constrói um personagem mais maduro e adulto.

Boas atuações

Por falar em boas atuações, não é só o ex-astro de Harry Potter que entrega um bom personagem: outros atores também contribuíram para o sucesso da série. O destaque vai para Tim Blake Nelson como Nick Appleton no primeiro episódio (Lote 36), que dá vida a um supremacista branco avarento que acaba despertando um demônio secular.

Além dele, F. Murray Abraham brilha como Amadeus em Autópsia (terceiro episódio) e Ben Barners como William Thurber em O Modelo de Pickman (quinto episódio).

Desfechos se repetem

Como nem tudo é perfeito, O Gabinete de Curiosidades de Guillermo del Toro também tem seus problemas, e o principal deles é que alguns episódios, embora tenham histórias totalmente diferentes, terminam da mesma maneira: com um monstro surrealista atormentando e matando o protagonista. Isso faz com que o desfecho perca força e se torne "mais do mesmo".

Além disso, alguns episódios são mais lentos e arrastados, como o último, O Murmúrio. Isso não é necessariamente um problema, porém quando a história se torna confusa, a trama fica comprometida. É o que acontece em O Modelo de Pickman e A Inspeção, que, embora tenham boas atuações, apresentam uma história um tanto quanto embaralhada e desinteressante.

Vale a pena assistir O Gabine de Curiosidades de del Toro?

Excluindo esses fatos, a série, no geral, apresenta boas histórias com enredos atrativos que com certeza valem o play. O destaque fica para o episódio “Por Fora”, dirigido por Ana Lily Amirpour e estrelado por Kate Micucci, que tem um “quê” de Black Mirror.

O Gabine de Curiosidades de Guillermo del Toro já está disponível na Netflix.

Fonte: Canaltech

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