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Crítica A Matriarca | Filme promete bom roteiro, mas não se garante na execução

O Star+ acaba de incluir em sua plataforma o filme de terror mais pavoroso do ano: A Matriarca. O significado do adjetivo, no entanto, não é sobre ser um filme horripilante, mas tenebroso de tão desnecessário.

A Matriarca é um thriller original do Hulu e conta a história de uma mulher chamada Laura (Jemima Rooper), que sofre com o abuso de álcool e drogas, além de bulimia. Após sofrer uma overdose, ela tenta se reconectar com a mãe, viajando à cidade em que nasceu.

Lá, coisas estranhas começam a acontecer, dando início a uma série de situações bizarras, frutos de uma criatividade esforçada do diretor Ben Steiner, mas completamente fraca no que se propõe.

<em>O filme é um terror sem talento (Imagem: Divulgação/Star+)</em>
O filme é um terror sem talento (Imagem: Divulgação/Star+)

Atenção: esta matéria contém spoilers de A Matriarca!

Nos primeiros momentos do filme, vemos que Laura morreu de overdose, mas foi revivida após uma gosma preta parecida com o Venom entrar em seu corpo através da boca. Mas só ao fim do filme, que tem menos de uma hora e meia de duração, descobrimos o motivo.

A tentativa de tornar esse acontecimento de dar medo é falho, rendendo apenas em cenas mais nojentas do que de fato assustadoras. O curto filme também se esforça em apresentar cenas perturbadoras, que até lembram um pouco do conceito de Noites Brutais com um ritual visto em Midsommar.

A Matriarca eleva a questão de "vender a alma para o diabo" a outro nível, tendo Laura nascido após seu pai sacrificar a sua vida a uma espécie de demônio para a existência da filha. A partir de então, a trama se perde na própria narrativa, já que Celia (Kate Dickie), a mãe de Laura, adquire um poder de vida após ter ficado grávida dessa entidade.

A Matriarca se perde na narrativa (Imagem: Divulgação/Star+)
A Matriarca se perde na narrativa (Imagem: Divulgação/Star+)

Isso justifica o comportamento mais do que esquisito das pessoas da pequena cidade, que fazem de tudo para beber o líquido preto dos seios da mulher. Laura foi chamada por Celia para suprir a necessidade dos vizinhos, uma vez que a gosma de seu corpo estava escassa.

A premissa é interessante de ler, mas poderia ter sido mais bem aproveitada. Como isso não acontece, A Matriarca acaba sendo um filme confuso, feito às pressas e extremamente fraco, deixando a desejar na atuação, suspense e emoção.

A Matriarca já está disponível no Star+.

Fonte: Canaltech

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