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Crítica Lightyear | Filme diverte com ficção científica que empolga e emociona

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Em 1995, Andy ganhou um boneco do personagem do seu filme favorito. Este filme é nada menos que Lightyear, que acaba de chegar aos cinemas de todo o Brasil. A mais nova animação da Pixar começa com essa frase, já deixando os fãs da saga Toy Story arrepiados.

Lightyear foi anunciado como um filme de origem de Buzz Lightyear, o astronauta que faz dupla com Woody e outros brinquedos nos filmes de Toy Story. O longa foi bastante esperado e, finalmente, já pode ser assistido nas telonas.

<em>Lightyear conta a história do astronauta Buzz (Imagem: Divulgação/Disney/Pixar)</em>
Lightyear conta a história do astronauta Buzz (Imagem: Divulgação/Disney/Pixar)

Buzz e sua missão

Buzz Lightyear sempre foi um personagem de ficção dentro de uma ficção, então nunca soubemos qual era a verdadeira história de um dos brinquedos preferidos de Andy. Então, quase 30 anos após a estreia do primeiro Toy Story, os estúdios Pixar decidiram trazer essa história e de uma forma bastante interessante.

No universo de Toy Story, Buzz Lightyear era um astronauta dedicado e seguro de suas habilidades, assim como era o boneco. O personagem, no novo filme, está na missão de estudar um planeta habitável assim como a Terra. Porém, chegando lá, ele e sua equipe descobrem que existem plantas-monstros perigosas e precisam sair dali o quanto antes.

Mas por um erro do próprio Buzz, que o deixa desolado, eles não conseguem escapar. O personagem, então, começa uma etapa de testes de combustível para conseguir tirar todo mundo daquele planeta, mas na primeira tentativa algo dá errado. Buzz Lightyear usa a supervelocidade no voo e descobre que ficou em tempos diferentes no espaço. Para ele, foram minutos, no planeta, anos.

A cada teste, então, Buzz volta e seus colegas já estão envelhecendo, criando vidas naquele planeta e morrendo, enquanto ele continua jovem e frustrado. A premissa traz uma boa história de ficção científica ao longa, que é vista não só nos elementos visuais, mas também nas questões da física abordadas no filme.

<em>Sem querer, Buzz viaja a anos-luz (Imagem: Divulgação/Pixar/Disney)</em>
Sem querer, Buzz viaja a anos-luz (Imagem: Divulgação/Pixar/Disney)

Drama, personagens e dublagem

Lightyear brinca com temas adultos em uma animação que funciona para todas as idades. Isso pode ser visto quando mostra os interesses das grandes empresas, sejam elas espaciais ou não, e o quanto questões de benefício próprio passam por cima das de benefício coletivo.

Em um certo momento, o astronauta se depara com uma versão mais mesquinha de si mesmo e precisa confrontá-la, sabendo que ele é uma ameaça e sem acreditar que ele se tornaria tal indivíduo no futuro.

A amizade entre Buzz e a comandante Hawthorne também rouba a cena e traz momentos de emoção ao filme. Apesar de ser um filme divertido, não há como não ficar tocado em ver Buzz assistindo a todo mundo envelhecer e, consequentemente, saber que ninguém vai restar ao seu lado quando ele voltar à Terra, caso consiga.

Os demais personagens fazem parte dessa descoberta e garantem as cenas divertidas. Tanto a neta de Hawthorne e seus colegas quanto o gato-robô Sox, que merecia um spin-off. O gatinho é extremamente engraçado e é o grande companheiro de Buzz ao longo de todos esses anos, sendo um robô bastante inteligente e um grande faz-tudo.

<em>Buzz Lightyear tem a intenção de voltar ao planeta Terra (Imagem: Divulgação/Pixar/Disney)</em>
Buzz Lightyear tem a intenção de voltar ao planeta Terra (Imagem: Divulgação/Pixar/Disney)

No Brasil, Buzz Lightyear foi dublado por Marcos Mion. O ator e apresentador tem uma voz bastante característica, sendo praticamente impossível ouvi-lo e não saber de quem se trata. No filme, no entanto, o trabalho foi tão bem feito que quase não se nota que ele dá voz ao personagem. É claro que assistir ao filme sabendo disso é mais fácil detectar sua voz e comparar, mas ainda assim é possível desvencilhar a identidade do ator com Buzz.

Lightyear é mais um filme da Pixar para todas as idades, que diverte, emociona e traz um pingo de nostalgia para quem cresceu na década de 1990 acompanhando Toy Story. Mas, diferente de como as coisas eram 30 anos atrás, o longa se adapta à modernidade não só normalizando as relações homoafetivas, incomodando os que ainda são adeptos do conservadorismo, como também explorando as descobertas da ficção científica.

Lightyear está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil; garanta o seu ingresso na Ingresso.com.

Fonte: Canaltech

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