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Crítica | La Révolution reescreve a Revolução Francesa com elementos de horror

Natalie Rosa
·4 minuto de leitura

Se você fosse adaptar um acontecimento do passado para uma série ou um filme, você se prenderia 100% aos livros de história? Provavelmente não, certo? Afinal, quando se tem uma liberdade criativa, a melhor opção é deixar a imaginação tomar conta para que a obra se torne a mais inesperada possível, principalmente quando se trata de algo tão antigo.

Foi o que aconteceu em La Révolution, série francesa que estreou recentemente na Netflix e que conta uma história real de uma forma mais empolgante, absurda e inesperada, mas sem deixar o propósito e fundamento de tudo isso de lado.

Atenção: esta crítica contém spoilers da série La Révolution!

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

Não é de hoje que a Revolução Francesa, que aconteceu entre os anos de 1789 e 1799, virou tema no mundo do entretenimento. A era foi de extrema importância para o país, fazendo com que a monarquia absoluta entrasse em colapso em poucos anos, na época sob o comando de Luís XVI, após vários séculos no poder, trazendo também poder ao povo.

Tudo era baseado nos privilégios da nobreza e na pobreza extrema do restante da população, e a série toma isso como o tema central da história, acrescentando ainda elementos do horror para que ela seja contada de forma assustadora. Não que a desigualdade não seja algo aterrorizante por si só, mas a trama traz à tela a transformação das pessoas em algo que pode ser a mistura de zumbi com vampiro, e um pouco de paranormalidade e canibalismo.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

A história começa quando uma jovem chamada Rebecca, de 16 anos, é encontrada morta e parcialmente devorada, e um homem negro, africano, é preso pelo crime sendo inocente. A verdadeira resposta sobre o que aconteceu é escondida pela monarquia, enquanto o médico Joseph Guillotin, aquele que no futuro seria o criador da guilhotina, começa a descobrir mistérios sobre pessoas com sangue azul que começam a ter um comportamento bizarro e perigoso. Este sangue azul, termo bastante antigo dado às pessoas mais ricas, era consequência de um vírus que transforma o indivíduo em morto-vivo, ou o famoso zumbi, e que, veja só, estava acontecendo com os ricos. Propositalmente.

A partir daí, pessoas que já morrem começam a voltar à vida, enquanto um deles, o Conde de Montargis (Julien Frison), reaparece com uma crueldade visível em seu olhar, se mostrando ser uma "pessoa" sádica e disposta a transformar todos em seres como ele, enquanto se alimenta dos pobres sem dó nem piedade. Em meio a tudo isso, a garotinha Madeleine (Amélia Lacquemant), que não fala, começa a ter sonhos com previsões do futuro, recebendo a visita de um espírito misterioso, já sabendo de todo o golpe que está acontecendo, mas sem ninguém acreditar nela.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

Enquanto os ricos atacam de um lado, um grupo de rebeldes que buscam a revolução estão dispostos a qualquer coisa para derrubar aquele governo na mesma proporção em que a monarquia sente desprezo pelos mais pobres, e é quando uma guerra começa. A série traz diversas metáforas sobre a riqueza e a pobreza, tanto no sangue azul quanto no corte das cabeças, que é a única forma de acabar com esses mortos-vivos perigosos, que no caso eram os ricos, fazendo também outra referência ao acontecimento histórico.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

Sobre os infectados, eles mesmos dizem que quando a fome vem ela se torna incontrolável e perigosa, o que não é diferente com a parte da população renegada e mostrada na série, pois a pior tortura e consequência da desigualdade social que pode existir é a fome. A barriga vazia que faz com que as ações não sejam medidas e que as reações sejam inevitáveis.

A trama, então, se joga nas referências à Revolução Francesa e nas questões que a motivaram para criar uma ficção baseada na realidade que não só informa, como entretém cumprindo bem o seu papel. Isso, não só pela história cativante, como pelo visual, pelos planos-sequência de lutas que, por mais que não sejam resultados dos melhores ensaios e treinos do mundo, prendem pela torcida entre o "bem e o mal", ou ainda pela cenografia de época e pelas atuações de tirar o fôlego.

La Révolution está disponível em oito episódios na Netflix.

Fonte: Canaltech

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