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Crítica | A História do Palavrão explica tabus de forma divertida e informativa

Natalie Rosa
·3 minuto de leitura

Em algum momento da sua vida, você já deve ter se perguntado de onde surgiram os palavrões. Além disso, também deve ter passado pela sua cabeça a dúvida sobre quem definiu que essas palavras seriam classificadas como "feias", imorais, absurdas e frutos de uma suposta falta de educação. Se você realmente já teve essas dúvidas e nunca buscou saber sobre, a mais nova série da Netflix faz isso para você.

Em A História do Palavrão, série apresentada por Nicolas Cage, vemos pessoas comuns e artistas falando sobre os palavrões mais usados pelas pessoas, que estão presente no dia a dia de muitas, e um pouco sobre eles. No entanto, o foco, claro, é na língua inglesa e na cultura norte-americana, fazendo com que o conhecimento de forma mais generalizada não seja apresentado, por razões óbvias.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

Os convidados da série, junto ao apresentador — ator mundialmente renomado e o rosto de vários memes na internet —, tornam a série informativa e divertida na mesma proporção, afinal não é porque estamos falando de história que a abordagem precisa ser entediante. Ao longo de seis episódios, todos com cerca de 20 minutos cada, aprendemos um pouco mais sobre palavrões que estão relacionados aos órgãos genitais feminino e masculino, com conotação sexual e de maldição.

Somos apresentados a fatos históricos, que incrivelmente são bastante antigos, acompanhando toda a evolução dessas palavras e suas diferentes conotações ao longo dos anos, chegando na forma em que conhecemos hoje. A História do Palavrão aborda ainda a questão do palavrão no cinema, marcos da cultura do entretenimento que fizeram com que houvesse mudanças nas regras e leis do uso dessas palavras na televisão, música e nas telonas. A série aposta também em curiosidades, como qual é o ator que mais falou palavrões na história do cinema, com muitas apostas sendo em Samuel L. Jackson, mas surpreendentemente tendo Jonah Hill como o grande vencedor.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

A produção, no entanto, tem um ponto negativo. Ao assistir o primeiro episódio de A História do Palavrão, a expectativa é que cada novo episódio tenha uma abordagem diferenciada, novos cenários ou pessoas diferentes falando sobre o assunto. Porém, isso não acontece, fazendo com que, visualmente, a série fique um pouco repetitiva, realmente mudando apenas o seu conteúdo.

Outro ponto que não torna a série perfeita, mas que não chega a ser algo negativo, é o fato de as informações serem voltadas ao idioma inglês, o que acaba não sendo tão interessante de um modo geral da mesma forma que deve ser para quem tem o inglês como idioma nativo. Por mais que muitos palavrões em português ou, em outras línguas, sejam parecidos ou derivados dos palavrões em inglês, a história não deve ser a mesma.

Aqui no Brasil, por exemplo, seria mais interessante ainda assistir a uma produção nacional falar sobre o assunto, relacionando os palavrões em português, suas relações com os palavrões em inglês e qual foi o trajeto e as mudanças enfrentadas por essas palavras até virarem as que conhecemos hoje.

<em>Imagem: Divulgação/Netflix</em>
Imagem: Divulgação/Netflix

A História do Palavrão é uma série curta e dinâmica que, apesar de ter a fórmula repetitiva em todos os episódios, traz um assunto interessante não só pela curiosidade, como também para mostrar ao espectador que até mesmo os palavrões fazem parte da etimologia, o estudo das palavras, cada um deles com a sua importância na história e cultura como um todo.

A série já está disponível na Netflix em seis episódios.

Fonte: Canaltech

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