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Crítica: ‘A Guerra do Amanhã’ é escapismo despretensioso

·3 minuto de leitura
Crítica: ‘A Guerra do Amanhã’ é escapismo despretensioso
Crítica: ‘A Guerra do Amanhã’ é escapismo despretensioso

Alienígenas ameaçam a existência da humanidade e quando todos fracassam, somente um homem é capaz de salvar o mundo. Já vimos essa premissa inúmeras vezes e ‘A Guerra do Amanhã’, grande estreia do Prime Video nesta sexta-feira (2), não vai muito além disso. Veja o trailer:

Ambientada na atualidade, a história se desenvolve a partir da chegada de uma tropa, vinda do ano de 2021, que vem pedir ajuda para enfrentar uma ameaça alienígena. Criaturas apelidadas de garras-brancas surgiram inesperadamente e logo dizimaram boa parte da humanidade.

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A saída encontrada para tentar vencer os extraterrestres foi recrutar pessoas do passado para viajar ao futuro e se juntar ao combate. Mesmo com soldados de todo o mundo embarcando, os humanos seguem perdendo e sendo dizimados, restando a opção de convocar civis para a guerra.

Dan Forester (Chris Pratt), ex-militar e professor de ciências, é recrutado e obrigado a deixar a esposa, Emmy (Betty Gilpin) e a filha, Muri (Ryan Kiera Armstrong). Apesar de os alistados serem devolvidos ao presente após o período de uma semana, uma pequena parcela sobrevive, e muitos retornam mutilados ou com traumas.

Salvando o mundo e as relações familiares

Viagens no tempo, alienígenas brutais, um herói relutante, dramas familiares, catástrofe global e outros elementos fazem parte receita dessa ficção científica mesclada com ação. A mistura por vezes funciona, mas o saldo final é irregular.

O terço inicial do filme é o que melhor funciona. Parece um remix de ‘No Limite do Amanhã’ (2014) com ‘Tropas Estelares’ (1997) e ‘Independence Day’ (1996). Apesar de alguns clichês e associações com outros filmes, existe um mínimo de frescor na história.

Imagem exibe Alexis Louder, Chris Pratt, Edwin Hodge e Sam Richardson em cena de 'A Guerra do Amanhã' caracterizados como seus personagens empunhando armas.

Alexis Louder, Chris Pratt, Edwin Hodge e Sam Richardson em cena de ‘A Guerra do Amanhã’. Crédito: Prime Video/Divulgação

A maneira como os humanos do futuro se revelam no presente causa surpresa e o desenvolvimento inicial da trama prende a atenção. O fato de não revelarem de imediato como são as criaturas espaciais cria tensão e expectativa.

No decorrer da ação, porém, alguns clichês passam a incomodar mais. Os companheiros de combate de Dan, por exemplo, têm pouco ou nenhum desenvolvimento e, em sua maioria, são apenas estereótipos. O mesmo vale para outro personagem importante, James Forester (J.K. Simmons), pai ausente de Dan, com quem nutre uma relação de mágoa e rancor.

É um pouco difícil dissociar Chris Pratt de seus personagens bobalhões em ‘Parks and Recreation’ e em ‘Guardiões da Galáxia’, por mais que ele se empenhe em entregar um pai de família nobre e corajoso.

Cena de A Guerra do Amanhã mostra personagem de Yvonne Strahovski dando ordens para equipe militar.
Yvonne Strahovski interpreta cientista que lidera equipe na luta contra alienígenas. Crédito: Prime Video/Divulgação

O peso do protagonismo, ao menos, é dividido com a comandante Romeo (Yvonne Strahovski), uma cientista empenhada em descobrir uma maneira de derrotar os alienígenas. É uma personagem mais convincente e interessante que Dan, e também com menos frases de feito em suas falas.

Explosões e câmera lenta

Cena de A Guerra do Amanhã mostra as costas de personagens observando, do topo de edifício, uma cidade devastada e com edificações em chamas
Ao viajar para o futuro, esquadrão de soldados encontra um cenário devastado pelos alienígenas. Crédito: Prime Video/Divulgação

Em um período de relativa escassez de blockbusters, ‘A Guerra do Amanhã’ acaba tendo um apelo maior para quem anda sentindo falta de um filme que funcione como escapismo. E o longa dirigido por Chris McKay (‘Lego Batman: o filme’) serve bem a esse propósito.

Não é memorável e talvez fosse mais marcante se recorresse menos a vícios do gênero ação, como atos de bravura e sacrifício em câmera lenta ou explosões ao fundo enquanto o protagonista salta.

Talvez em outros tempos, em uma tela grande de cinema, o resultado seria mais vistoso. De todo modo, funciona como uma sessão descompromissada no conforto do lar.

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