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Crítica: ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’ é o melhor filme da franquia

·7 minuto de leitura
Crítica: ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’ é o melhor filme da franquia
Crítica: ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’ é o melhor filme da franquia

Se ‘Jogos Mortais‘ já fez sucesso, isso foi há muito tempo. O filme original de 2004, que ficou popular pelas mortes brutais e as “armadilhas” do assassino Jigsaw, conquistou a bilheteria na época, mas – como praticamente qualquer franquia de horror trash – foi desgastada ao longo do tempo. Oito filmes em 13 anos e sem arriscar em mudanças significativas levaram a Lionsgate Films a “finalizar a saga” por duas vezes: uma em 2010 e outra em 2017. No entanto, em uma época na qual “grandes retornos” podem vir a ser um filão, a produtora resolveu arriscar mais uma vez com uma nova história deste universo. E, olha, deu certo…

Parece arriscado dizer que o novo filme é o melhor da franquia justamente por não ser uma típica produção de terror comum, com mortes brutais, sustos, vilões icônicos deformados e “mocinhas em perigo”. No caso de ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’ é exatamente isso: o espírito da saga está presente durante os 93 minutos e é acrescido com um suspense psicológico vinculado à questão da falha de moral policial e questões de justiça social na medida certa.

Espiral - O Legado de Jogos Mortais. Imagem: Paris Filmes/Divulgação
Em ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’, Chris Rock sai da zona de conforto e impressiona com personagem conflituoso. Imagem: Paris Filmes/Divulgação

O protagonista Chris Rock – que inclusive ajudou a escrever o roteiro da produção – traz uma atuação boa o suficiente para fazer a série parecer um mais relevante novamente. É visível o tempo todo o quão ele se esforça para sair da zona de conforto ao interpretar o detetive Ezekiel “Zeke” Banks. Claro, uma piada aqui e outra ali existe, porém o comediante só faz uso do humor quando extremamente necessário. E mesmo para quem não conhece a faceta mais séria e dramática do ator (já aviso que será difícil não dar umas risadas ao vê-lo fazendo uma “cara de mal”), o desenvolvimento do personagem é muito bem feito durante a trama e ajuda ele a entregar um papel carismático e que envolve o público.

Se a produção fosse mais longa, talvez Rock pudesse se “perder um pouco”, todavia isso não ocorre. O roteiro escrito por Josh Stolberg e Peter Goldfinger é muito bem amarrado em volta dos conflitos éticos e familiares do protagonista, logo, aspectos como motivações, objetivos e próximos passos – seja do protagonista como do assassino – são explicados de forma objetiva e clara, sem pressa, mas também sem enrolação. O viés “direto e reto” funciona de forma tão legal em ‘Espiral’ que, infelizmente, pode soar óbvio a quem assiste. Se você for assistir com mais atenção, é fácil conectar um ponto a outro e descobrir os maiores mistérios da trama.

Espiral - O Legado de Jogos Mortais. Imagem: Paris Filmes/Divulgação
Samuel L. Jackson é um respeitado veterano da polícia e pai do detetive Ezekiel “Zeke” Banks (Chris Rock). Imagem: Paris Filmes/Divulgação

De qualquer forma, como é incrível ver Samuel L. Jackson atuando. Aos 72 anos, o ator trabalha em vários gêneros, seja em produções de alto ou baixo orçamento. E mesmo aparecendo em poucos momentos como o policial aposentado Marcus Banks, pai do personagem de Rock, ele rouba a cena sempre que possível. A relação dele como o “pai durão, mas protetor” é gostosa de assistir e, mesmo não sendo destaque, ainda cumpre o objetivo: sustentar Rock no papel principal.

E, falando em destaques, não há como não rasgar elogios à performance de Max Minghella como o detetive William Schenk. Parceiro do protagonista, ele constrói uma dinâmica bacana com o personagem de Rock ao melhor estilo ‘Máquina Mortífera’ – ódio no início, mas apego do meio ao final do filme. Um acerto da Lionsgate, que mesmo tendo o reduzido ao “policial bonzinho” para contrastar do jeitão “sarcástico e babaca” de “Zeke” Banks, o ator de ‘The Handmaid’s Tale’ cresce muito ao longo de ‘Espiral’ e mostra que pode, em futuras produções, ser uma cara mais conhecida do público – pois um bom artista ele já mostrou que é.

Espiral - O Legado de Jogos Mortais. Imagem: Paris Filmes/Divulgação
Ao lado de Chris Rock, Max Minghella atua em papel óbvio, mas se supera a cada dia mais como um ótimo ator. Imagem: Paris Filmes/Divulgação

Com atuações boas e o maior investimento em uma produção da saga ‘Jogos Mortais’ (algo em torno dos US$ 20 milhões), ‘Espiral’ consequentemente traz um ritmo muito melhor do que antes nas cenas, fazendo com que tudo pareça mais significativo, cinematográfico e menos “mais um filme de terror”. Tudo isso, claro, graças à forte direção de Darren Lynn Bousman e ao trabalho de câmera de Jordan Oram, que mescla a fórmula da franquia com pessoas tendo de encarar testes de tortura para sobreviver, mas com uma proposta mais atraente e intrigante.

E mesmo tendo estado à frente de quatro filmes de ‘Jogos Mortais’, Bousman bebe muito da fonte de ‘Dominados pelo Ódio’ (2010) ao investir mais em conflitos agonizantes do que apenas mortes bizarras. Claro, os assassinatos ainda estão lá – tão sangrentos, impressionantes e explícitos quanto qualquer filme da série -, contudo, há todo um sentido mais concreto e bem explicado por trás. A decisão de renovar a franquia nessa linha de pensamento pode chamar a atenção do público, mas os fãs mais saudosista do estilo gore podem ficar um pouco decepcionados…

Espiral - O Legado de Jogos Mortais. Imagem: Paris Filmes/Divulgação
‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’ traz menos terror trash e mais suspense psicológico. Imagem: Paris Filmes/Divulgação

“Ok, mas filme de ‘Jogos Mortais’ sem Jigsaw não deve ser tão legal”, devem pensar alguns – o que é um equívoco. De fato, a ausência do boneco alter ego dos assassinos da franquia remove um pouco do esplendor e da marca registrada construída ao longo de 17 anos, porém é justamente a retirada da marionete vilanesca que remove a ideia do espectador de que a nova produção é um ‘Jogos Mortais 9’.

O assassino aqui é um imitador do Jigsaw e brinca com as vítimas da mesma forma que o icônico boneco, não obstante de forma mais psicológica e conflituosa. Aliás, as cenas de morte demoram e agonizam o público da mesma maneira que os outros filmes, então não vá assistir a ‘Espiral’ achando que só porque tem um grande elenco e uma “fórmula renovada” que os assassinatos acontecem de forma mais light, pois é totalmente o contrário.

Espiral - O Legado de Jogos Mortais. Imagem: Paris Filmes/Divulgação
Jigsaw não é o grande vilão em ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’. Imagem: Paris Filmes/Divulgação

Os joguinhos do novo Jigsaw são bem baseados no conhecido modus operandi: raptar pessoas e colocá-las em armadilhas para testá-las e ver se merecem viver. Os motivos em ‘Espiral’, no entanto, são mais focados em questões sociais e ética policial, o que torna o imitador um “vigilante”, de certa forma. Não creio que é o objetivo da produção, claro, mas não tem como não pensar ao fim do longa se o assassino/assassina tinha “justificativa plausíveis” para tais atos.

E as referências aos antigos filmes de ‘Jogos Mortais’ não param apenas nas mortes explícitas. Mesmo com a renovação da franquia e atores conhecidos no elenco, ‘Espiral’ ainda acena para as produções originais em diversos aspectos e semelhanças – principalmente durante os assassinatos. Sem spoilers, claro, mas os fãs mais puristas e saudosos do primeiro capítulo da franquia talvez gostem de ver uma nova cena mostrando um pé acorrentando e uma serra…

Espiral - O Legado de Jogos Mortais. Imagem: Paris Filmes/Divulgação
‘Espiral’ destoa positivamente da franquia ‘Jogos Mortais’, mas mortes brutais ainda se mantém presentes na trama. Imagem: Paris Filmes/Divulgação

Vale a pena assistir ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’?

‘Espiral’ traz estilo e revigora ‘Jogos Mortais’ como nenhum outro da franquia fez. A escolha do elenco, as ótimas atuações e a produção mais séria e bem feita renovam um conhecido filme de terror para algo que pode surpreender mais pessoas que gostam de “um frio na barriga” ao assistir uma produção envolta em mistério, surpresas e consequências. Chris Rock, Max Minghella e Samuel L. Jackson lideram o título com facilidade criam um novo capítulo que pode ou não expandir o universo da saga, mas que por si só já vale a pena assistir.

Bousman subverte a familiaridade dos elementos da franquia e arrisca, trazendo ao público o melhor filme de ‘Jogos Mortais’ ao longo dos últimos 17 anos. No entanto, fãs mais apegados às produções originais podem estranhar e talvez não gostar do trabalho realizado. De qualquer forma, se a Lionsgate decidir por dar um fim à franquia, terminaria, sim, com chave de ouro…

Espiral - O Legado de Jogos Mortais. Imagem: Paris Filmes/Divulgação
‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’ renova e, de forma incrível, se torna o melhor filme da franquia. Imagem: Paris Filmes/Divulgação

Quer assistir ao filme? ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’ chega aos cinemas brasileiros no dia 17 de junho. Saiba mais detalhes com a sinopse oficial e o trailer logo abaixo:

“Um sádico mentor desencadeia uma forma distorcida de justiça em ‘Espiral’, o novo e aterrorizante capítulo do universo dos ‘Jogos Mortais’. Trabalhando à sombra de um respeitado veterano da polícia (Samuel L. Jackson), o impetuoso detetive Ezekiel “Zeke” Banks (Chris Rock) e seu parceiro novato (Max Minghella) se encarregam de uma terrível investigação sobre assassinatos que assombram a cidade. Involuntariamente envolvido em um profundo mistério, Zeke se encontra no centro de um mórbido jogo do assassino.

O longa é estrelado por Chris Rock, Max Minghella, Marisol Nichols e Samuel L. Jackson, e é produzido pela mesma equipe de ‘Jogos Mortais’, de Mark Burg e Oren Koules. O filme é dirigido por Darren Lynn Bousman e escrito por Josh Stolberg e Pete Goldfinger”.

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