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Crítica: em novo disco de Lana Del Rey, canções compensam a monotonia musical

·3 min de leitura
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E lá se vai uma década desde que Lana Del Rey apareceu na cena pop com o hit “Video games”: de lá para cá, sua estilização da melancolia ganhou mais e mais adeptos, influenciando grandes estrelas que surgiram depois dela, como Billie Eilish e Lorde. Ontem, ela lançou o seu oitavo álbum, “Blue banisters” – o segundo só este ano, sucedendo “Chemtrails over the country club” (que saiu em março). Na melhor das hipóteses, uma mostra de que ainda existe muito interesse do público pela música dessa (relativa) veterana.

“Blue banisters” é o primeiro lançamento de Lana (Elizabeth Woolridge Grant, de 36 anos) desde que desativou todas as suas redes sociais. Aparentemente, é o disco em que ela deixaria os personagens de suas músicas falarem por ela própria. E, realmente, histórias não faltam nas 15 faixas do álbum, ao longo do qual a cantora pinta cenários desolados, cria frases de efeito e se solta na interpretação, de uma maneira que deixará os críticos de seu trabalho inicial – tido muitas vezes como artificial e sem substância – sem ter o que dizer.

Com o álbum “Norman Fucking Rockwel!!” (2019), Lana Del Rey provou estar um passo além de boa parte das estrelas de sua geração, revelando raízes bem plantadas na escola de composição californiana dos anos 1970, de Joni Mitchell, Jackson Browne e James Taylor. Agora, escorada por um time de parceiros e produtores mais vasto que o habitual (entre os quais o grupo Last Shadow Puppets de Miles Kane, o ex-namorado Barrie-James O’Neill e Mike Dean, que trabalhou com Kanye West), ela executa esse disco repleto de assunto, mas com uma certa monotonia musical que começa a bater lá pelo meio do caminho.

O clima de desolação típico de um álbum de Lana Del Rey está lá na primeira faixa, “Text book”. Na seguinte, “Blue banisters”, composta só de voz, piano e alguns climas, a cantora encontra espaço para sua interpretação, cheia de emoção e com algumas piruetas vocais. Solene, “Arcadia” se revela a primeira das boas canções do disco, na qual Lana solta a primeira das suas pérolas: “meu corpo é um mapa de Los Angeles”. Boa também é “Black bathing suit”, esperta nas palavras (“a única coisa que ainda cabe em mim é esse maiô preto”) e nos beats desencontrados.

Melhor faixa do álbum, “Dealer” (com os Last Shadow Puppets) é um primor de sarcasmo, só com voz, bateria, baixo e órgão. Ela quebra um pouco a sequência de baladas de piano muito iguais, algumas até com boas sacadas, como “Beautiful” (“se alguém pedisse a Picasso para não ser triste / não teríamos sua fase azul”) e “Violets for roses”. Mais adiante, Lana faz desvios para o folk em “Nectar of the gods” e “Living legend”, faixas do amor perdido, feitas com o ex, Barrie-James O’Neill. E surpreende na faixa de encerramento, “Sweet Carolina”, composta com o pai e a irmã – é a mais confessional e emocionada de um disco difícil de ser atravessado, mas que compensa a audição.

Cotação: Bom

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