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Crítica Bel-Air | Reboot tem boa intenção, mas não tem carisma suficiente

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Comprometer-se a fazer reboots de séries e filmes de sucesso é de uma responsabilidade gigante, principalmente quando a ideia é mudar o tom da produção. Em Bel-Air, o roteirista e diretor Morgan Cooper decidiu se aventurar criando uma nova versão de Um Maluco no Pedaço.

Também conhecida pelo nome original The Fresh Prince of Bel-Air, a sitcom foi de um enorme sucesso no início da década de 1990, revelando Will Smith para o mundo. Agora, mais 30 anos depois, a comédia ganhou um tom dramático em uma produção original do Peacock.

<em>O reboot é uma versão dramática de Um Maluco no Pedaço (Imagem: Divulgação/Peacock)</em>
O reboot é uma versão dramática de Um Maluco no Pedaço (Imagem: Divulgação/Peacock)

No Brasil, a série foi lançada pelo Star+, chamando a atenção dos assinantes nostálgicos de Um Maluco no Pedaço. Mesmo se tratando de uma comédia, a trama original nunca tratou de temáticas rasas, o que mostrou seu potencial para se tornar algo "mais sério".

Atenção: esta crítica pode conter spoilers de Bel-Air!

Personagens

Bel-Air e Um Maluco no Pedaço contam a história de Will, um jovem que precisou deixar para trás a mãe e sua comunidade na Filadélfia para viver dos luxos da região nobre de Los Angeles ao lado dos tios e primos. O personagem é um adolescente animado e empolgado com a vida, o que funcionou bastante na produção original. No reboot, no entanto, explorar essa mesma personalidade acabou provocando estranheza, afinal é uma série de drama.

A nova trama também escolheu manter a mesma personalidade de quase todos os personagens da sitcom, adaptando os assuntos de cada um de acordo com as questões atuais. Então, não tem como não sentir aquela nostalgia ainda no primeiro episódio da série, que conta com mais de uma hora de duração. A relação entre Will, desta vez interpretado por Jabari Banks, e Carlton (Olly Sholotan) é o enredo que mais chama a atenção.

A transição de conflitos entre os primos começa mais como um drama adolescente e termina como uma questão de empatia e aprendizado de ambas as partes. O acolhimento da família Banks também se fortalece na nova série, em meio aos conflitos familiares entre a mãe de Will, Vy Smith (April Parker Jones), e a irmã Vivian Banks (Cassandra Freeman).

<em>Bel-Air traz de volta os personagens da série original (Imagem: Divulgação/Peacock)</em>
Bel-Air traz de volta os personagens da série original (Imagem: Divulgação/Peacock)

Pautas

Bel-Air também traz pautas sociais extremamente importantes, como o racismo, assim como já é visto em diversas produções. Na série, no entanto, as questões são repassadas rapidamente sem serem aprofundadas como poderiam, bastando alguns diálogos para explicar o motivo de serem citadas.

Nada disso, no entanto, é um desmerecimento, muito pelo contrário. O drama mostra que a classe social não bloqueia automaticamente não só o racismo, como o machismo e homofobia, entre outros tópicos de discussão social.

A impressão é que, apesar de longa, a série já quis implementar todas as pautas de uma vez só para se consagrar logo como uma trama desconstruída e importante para a sociedade. Mas na questão da construção de roteiro e diálogos, Bel-Air ainda deixa a desejar.

Por já ter um nome que chama a atenção, a trama não precisaria tentar desenvolver tudo o que quer ser com tanta rapidez, mas sim se apegar no básico de cada temática no início e explorar a nostalgia, garantindo uma abordagem mais intensa em possíveis novas temporadas.

<em>Os personagens foram adaptados ao cenário atual do mundo (Imagem: Divulgação/Peacock)</em>
Os personagens foram adaptados ao cenário atual do mundo (Imagem: Divulgação/Peacock)

Valeu o esforço?

Apesar da transformação da sitcom em drama não ter correspondido às expectativas, Bel-Air continua com potencial para ser uma série grande e intensa, mesmo se decidir explorar mais as referências da comédia com easter-eggs. A série ainda não é dramática o suficiente para se encaixar como uma boa produção do gênero e, nesta primeira temporada, acabou em um meio-termo esquisito.

Com personagens carismáticos e pautas importantes, o reboot precisa amadurecer mais para se tornar uma referência nas temáticas em que aborda, mas também ser menos preguiçosa para explorar cada uma delas. Isso aliado ao que a trama já tem, incluindo atuações razoáveis e qualidade visual, Bel-Aior pode ser muito mais do que tentou ser nesta primeira temporada.

Os 10 episódios de Bel-Air já podem ser assistidos no Star+.

Fonte: Canaltech

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