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Crítica: 'Amor, sublime amor' traz a mesma rivalidade, agora para outros públicos

·2 min de leitura
96574945_Disney - A scene still from 20th Century Studios' WEST SIDE STORY Photo by Niko Tavernise ©.jpg

Se você não gosta de musical, esquece. O novo “Amor, sublime amor” tem debate sobre preconceito, tem Spielberg, tem “Romeu e Julieta” e tem a releitura de um espetáculo de 1957 e de um filme de 1961 que venceu dez Oscars. Mas uma de suas melhores qualidades é justamente ser um musical clássico, narrado em parte pelas canções escritas pelo recém-falecido Stephen Sondheim (com composições de Leonard Bernstein), em parte pelo movimento corporal de seus atores. A história, sobre um amor desperto no meio de uma disputa entre grupos rivais de jovens na Nova York dos anos 1950, é apoiada por um ar vintage. Planos, coreografias, cenários e direção de arte, tudo ali aponta para um velho cinema.

Mas há também um desejo de falar com novos públicos, uma especialidade de reinvenção de seu diretor. Com Steven Spielberg no comando, o novo “Amor, sublime amor” aumentou o peso dos embates étnicos entre a gangue de brancos autodenominados Jets e os porto-riquenhos chamados Sharks. Logo na primeira sequência, as diferenças para a versão de 1961 ficam evidentes: os Jets começam a pichar uma bandeira de Porto Rico pintada no muro de uma quadra e desencadeiam a briga generalizada com os Sharks. Na produção original, essas referências eram bem mais discretas.

Há, ainda, situações de preconceito contra personagens negros e assédios contra mulheres negras e latinas. Até nos diálogos, o filme expõe essas feridas americanas que o próprio Spielberg, um cineasta judeu que relata o sofrimento do antissemitismo na infância, conhece bem. Numa cena, um personagem tenta convencer outro que as disputas “não são sobre pele, são sobre território”. Obviamente, nenhum espectador acredita.

À frente desse universo partido, estão os jovens Maria (Rachel Zegler) e Tony (Ansel Elgort), cada um em lados opostos da moeda étnica de “Amor, sublime amor”. Na referência a Shakespeare, o casal constrói uma paixão escondida enquanto todos em volta deles alimentam o ódio.

A pergunta que o filme coloca é se é possível evitar a tragédia ou se as mortes de Romeu e Julieta são a único caminho para a redenção coletiva. No paralelo com o mundo real de extremismos, fica difícil acreditar num final feliz.

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