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Crítica A Órfã: A Origem | Com história sem graça, filme não surpreende

13 anos após o lançamento do primeiro filme, finalmente A Órfã: A Origem chegou aos cinemas. A continuação da saga era esperada por muitos fãs de terror que se encantaram com a história da mulher adulta, Lenna, que sofre de hipopituitarismo (ou nanismo proporcional) e se passa por uma garotinha angelical.

Mas se no primeiro filme o grande mistério era entender quem era a tal garota, no segundo já sabemos dessa informação e o desafio é entregar uma história ainda mais envolvente, que explore mais sobre a vida de Esther, ou Leena, como preferir.

Acontece que, com um enredo morno, lento e arrastado, o filme passa longe de prender a atenção do público. A obra não se encaixa em um filme de terror, e sim em um longa de suspense (morno).

Atenção: a partir de agora esta crítica tem spoilers de A Órfã: A Origem!

A história começa mostrando Leena em uma espécie de hospicio na Escócia— lugar onde ela é considerada a interna mais perigosa. Logo em seguida, ela foge do local e busca por crianças desaparecidas. Assim que encontra uma que se pareça minimamente com ela, começa seu processo de disfarce e, então, reaparece como Esther, a filha perdida de um casal rico.

A partir daí, o filme tem uma sucessão de cenas sem graças que mostram a, agora, Esther tentando se adaptar à família. Enquanto o pai fica radiante pela filha ter voltado, a mãe e o irmão ficam um pouco apáticos. Para não cometer injustiça, vale falar que o plot twist foi interessante.

Ele acontece quando descobrimos que a “mãe” na verdade sabe que Leena é uma impostora. Isso porque o seu filho, Gunnar, matou a irmã por acidente e ela ajudou a esconder o corpo.

Esse fato acontece após a primeira metade do longa e faz parecer que a história vai finalmente engrenar, uma vez que cria-se uma relação de tensão entre Esther e a “mãe”, mas logo o filme se perde outra vez e começa uma guerra entre as duas para ver quem mata quem primeiro.

No filme, Esther e a "mãe" tentam matar uma à outra. (Imagem:Reprodução/Paramount Pictures)
No filme, Esther e a "mãe" tentam matar uma à outra. (Imagem:Reprodução/Paramount Pictures)

Para os fãs de um bom suspense, fica a dica de não criarem muitas expectativas. O filme quase não tem momentos de tensão ou de susto, e os poucos que têm parecem forçados pelo diretor.

Além disso, há cenas muito cafonas, como quando Esther, ao final do filme, tira a prótese dentária de criança, revelando seus dentes reais de adulto e fala para Allen, o “pai”, que quer ficar com ele. Péssimo e de um mal gosto terrível.

Sempre houve algo errado com Esther

A frase acima aparece no pôster de A Órfã: A Origem, fazendo referência ao comportamento estranho da “garotinha”, mas a verdade é que no filme também vemos que há algo errado com Esther: ela envelheceu!

Embora Isabelle Fuhrman entregue uma atuação impecável tanto no primeiro quanto no segundo filme, é nítido que ela cresceu e ficou mais velha. A produção até tenta disfarçar isso com alguns truques bem-sucedidos, como usar plataformas gigantes para que ela pareça menor do que é, mas o rosto da atriz carrega marcas da idade — o que é completamente normal e previsível — e isso fica visível na tela.

Embora seja uma mulher bonita e bem cuidada, Isabelle não aparenta ter 10 anos e fica ainda mais difícil comprar a história do filme.

A Órfã: A Origem não mostra quando tudo começou

Não se engane pelo título A Órfã: A Origem, pois o longa não irá mostrar a verdadeira origem de Leena, seus pais e o que a fez se tornar uma psicopata. Ele mostra apenas como, após matar toda sua falsa família, Esther vai parar em um orfanato e se transforma na órfã que vemos no primeiro filme.

É importante ressaltar, no entanto, que nesse quesito a culpa não é do filme, e sim da tradução que o título recebeu no Brasil.

Com poucas cenas interessantes, o filme não traz uma história convincente. (Imagem:Reprodução/Paramount Pictures)
Com poucas cenas interessantes, o filme não traz uma história convincente. (Imagem:Reprodução/Paramount Pictures)

No original, o longa se chama Orphan: First Kill, o que em tradução literal seria "Órfã: Primeira Morte", e faria mais sentido, porque mostra os primeiros assassinatos que Leena cometeu.

Vale a pena assistir A Órfã: A Origem?

Se você gostou do primeiro filme, talvez goste desse e mate a nostalgia de ver Isabelle no papel principal, mas se você não gostou de A Órfã e espera se supreender com o segundo longa, melhor não assistir porque as chances de se decepcionar são grandes. Além disso, se você é fã de um bom terror e/ou suspense, é melhor assistir com as expectativas baixas.

A Órfã: A Origem está em exibição nos cinemas de todo o Brasil; garanta seu ingresso na Ingresso.com.

Fonte: Canaltech

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