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Crédito mostra evolução, mas se expande menos do que poderia, diz Iedi

Sérgio Tauhata

De acordo com a entidade, “os juros médios dos empréstimos têm sido reduzidos em ritmo inferior ao da taxa básica de juros” Concessões de novos empréstimos estão progredindo, mas o crédito se expande menos do que poderia, afirma o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). De acordo com a entidade, “os juros médios dos empréstimos têm sido reduzidos em ritmo inferior ao da taxa básica de juros”.

Os pesquisadores do Iedi salientaram no relatório que a Selic funciona como importante parâmetro do custo de captação de recurso pelos credores. Portanto, as instituições poderiam acelerar a queda do custo do crédito para o tomador final.

“O crédito é um importante fator de recuperação em ação atualmente no país, embora pudesse ser ainda mais efetivo se empresas e consumidores estivessem mais confiantes em relação ao futuro e se os credores reduzissem suas margens, isto é, o chamado spread bancário”, pontuou a instituição.

De acordo com o Iedi, entre outubro de 2018 e o mesmo mês deste ano, o spread médio das operações de crédito livre subiu de 29,6 para 30,3 pontos percentuais, mesmo com a inadimplência tendo recuado de 4,1% para 3,9%. Para os analistas, a consequência é que o crédito continua a crescer, apesar de num ritmo mais lento do que poderia alcançar.

Em outubro de 2019, frente ao mesmo período do ano anterior, houve elevação de 11,9% nas concessões para as empresas, já descontada a inflação medida pelo IPCA, e alta de 16% para as famílias. No agregado, as concessões totais avançaram 14,3% comparado a outubro de 2018.

Segundo o Iedi, “como tem sido a regra desde que voltou a se expandir, as operações junto às famílias dão sinais de que estão cada vez mais robustas”. Mas o crédito corporativo também começa a registrar, ainda que modestamente, variações positivas.

As concessões totais aceleraram 12,9% de janeiro a outubro de 2019. Há um ano a taxa estava em 11,9% na mesma base. As concessões para empresas subiram 10,9% no mesmo período e as voltadas às famílias avançaram 14,5%, neste ano, até outubro.

A relação do estoque de crédito corporativo como percentual do PIB continua a declinar. Conforme o Iedi, o nível atingido em outubro deste ano, de 20%, é equivalente ao de maio de 2008. O crédito à indústria tem sido responsável por este declínio. Em outubro de 2015 o estoque representava 13,8% do PIB. Quatro anos mais tarde, recuou a 8,5% do PIB.