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Crédito cresce 16,5% em 2021 puxado por endividamento recorde das famílias mesmo com juro maior

·3 min de leitura
Banco Central em Brasília

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O estoque de crédito no Brasil subiu 16,5% em 2021 na comparação com o ano anterior, puxado por maior endividamento das famílias mesmo diante da elevação significativa nas taxas de juros cobradas pelos bancos, divulgou o Banco Central nesta sexta-feira.

O saldo total de crédito subiu 1,9% em dezembro sobre novembro, fechando o ano em 4,684 trilhões de reais, o que corresponde a 54,0% do Produto Interno Bruto (PIB).

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que houve uma inversão nos fatores que mais impulsionaram o crédito.

Depois de crescer 21,8% em 2020, o saldo de crédito na mão de pessoas jurídicas subiu 11,1% em 2021, uma perda de força explicada pelo grande volume de programas de crédito para estimular empresas no primeiro ano da pandemia. O saldo das pessoas físicas, por sua vez, foi de uma alta de 11,2% em 2020 para elevação de 20,8% no ano passado.

O movimento colaborou para um resultado recorde do endividamento das famílias, que fechou o ano em 51,2%, o maior patamar da série histórica iniciada em 2005. No acumulado do ano, a alta foi de 9,2 pontos percentuais nesse índice, que mede a relação entre o saldo da dívida e a renda familiar acumulada em 12 meses.

O maior endividamento é observado em um cenário de desemprego ainda elevado e de uma inflação alta que tem corroído o poder de compra das famílias.

A taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras, que vem acompanhando o aperto monetário promovido pelo Banco Central para controlar a inflação, encerrou 2021 em 33,9% --no fim de 2020, estava em 25,5% ao ano. O nível é o mais alto desde o início da pandemia, ficando abaixo do patamar observado em fevereiro de 2020, de 34,1% ao ano.

Os dados referem-se ao segmento de recursos livres, em que o custo dos financiamentos é estabelecido pelas instituições financeiras sem interferência do governo.

A taxa Selic, que iniciou o ano no patamar mínimo histórico de 2% ao ano, subiu 7,25 pontos percentuais ao longo de 2021, atingindo 9,25% no último encontro do Comitê de Política Monetária, em dezembro. O colegiado já indicou que deve promover uma nova elevação de 1,5 ponto na taxa na reunião de fevereiro.

"Houve um aumento generalizado nas taxas de juros", disse Rocha.

Apesar da elevação do custo, o nível de inadimplência permanece praticamente estável, encerrando dezembro em 3,1%, mesmo nível observado em novembro. No acumulado do ano, a alta total foi de 0,2 ponto percentual.

Em 2021, também houve crescimento no spread bancário, a diferença entre o custo de captação de recursos pelas instituições financeiras e o que elas cobram dos clientes na concessão do crédito.

O patamar do spread nas operações com recursos livres ficou em 23,7 pontos percentuais em dezembro, contra 23,0 pontos em novembro. No ano, a alta acumulada foi de 2,8 pontos.

PESSOAS FÍSICAS

Em relação ao crédito oferecido a pessoas físicas, o BC afirmou que o destaque na subida dos juros médios em 2021 foi para o rotativo do cartão de crédito, que ficou em 349,6% ao ano em dezembro, uma alta de 21,8 pontos percentuais em 12 meses. O patamar é o mais elevado desde agosto de 2017, quando ficou em 392,3% ao ano.

A taxa do parcelado do cartão de crédito, por sua vez, subiu 19,6 pontos percentuais em 2021, a 168,5% ao ano.

Foi registrada ainda uma elevação de 12 pontos percentuais na tarifa do cheque especial, que fechou 2021 em 127,6% ao ano.

O crédito pessoal não consignado também está entre as maiores altas do ano. A taxa média subiu 10,8 pontos percentuais em 12 meses, atingindo 85,2% em dezembro.

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