Mercado abrirá em 6 h 4 min
  • BOVESPA

    100.763,60
    +2.091,34 (+2,12%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.294,83
    +553,33 (+1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    111,39
    +1,82 (+1,66%)
     
  • OURO

    1.829,00
    +4,20 (+0,23%)
     
  • BTC-USD

    20.858,20
    -394,24 (-1,86%)
     
  • CMC Crypto 200

    454,18
    -7,61 (-1,65%)
     
  • S&P500

    3.900,11
    -11,63 (-0,30%)
     
  • DOW JONES

    31.438,26
    -62,42 (-0,20%)
     
  • FTSE

    7.258,32
    +49,51 (+0,69%)
     
  • HANG SENG

    22.393,81
    +164,29 (+0,74%)
     
  • NIKKEI

    27.049,47
    +178,20 (+0,66%)
     
  • NASDAQ

    12.109,75
    +69,25 (+0,58%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5345
    -0,0096 (-0,17%)
     

CPI da Petrobras pode ser tiro no pé, dizem aliados do governo

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 26.04.2022 - Os presidentes Jair Bolsonaro (República) e Arthur Lira (Câmara) durante abertura da XVIII Marcha de Defesa dos Municípios em Brasília, no CICB. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 26.04.2022 - Os presidentes Jair Bolsonaro (República) e Arthur Lira (Câmara) durante abertura da XVIII Marcha de Defesa dos Municípios em Brasília, no CICB. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) avaliam que a estratégia de pedir a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atual gestão da Petrobras é arriscada, podendo funcionar como um "tiro no pé" e ampliar o desgaste do governo.

Embora em guerra declarada contra a atual direção da Petrobras, uma ala do centrão, grupo de partidos que faz parte da base aliada do governo, passou a questionar a proposta de Bolsonaro para que o Congresso instale uma CPI.

São vários os argumentos: uma CPI teria pouco efeito prático sobre a principal necessidade do Planalto, que é conter o avanço do preço do diesel e da gasolina nas bombas; poderia ainda virar palanque para a oposição e se estender pelo período eleitoral -amplificando qualquer desgaste político.

A investigação, num caso como esse, é política, lembram deputados e líderes partidários. Por isso, a oposição poderá usar a comissão para atacar o presidente e a atuação dele diante do aumento nos preços dos combustíveis.

A maioria do conselho da estatal que aprovou o recente reajuste foi indicada por Bolsonaro, que inclusive escolheu o atual presidente, José Mauro Coelho. Dessa forma, dizem expoentes do centrão, seria difícil, numa CPI, o mandatário não ser associado à disparada nos valores pagos pelos brasileiros nos postos.

Além do mais, uma CPI tem prazo de funcionamento de 120 dias, podendo ser prorrogada. Portanto, a análise de documentos da estatal e os depoimentos televisionados sobre a gestão da empresa ocorreriam durante a campanha.

Nas pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro aparece atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por último, mesmo que Bolsonaro e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), consigam emplacar uma ampla maioria governista na CPI, oposicionistas na comissão teriam acesso a documentos sensíveis da petroleira com potencial de prejudicar politicamente o Planalto, argumentam líderes.

Uma CPI tem o poder de determinar a realização de diligências, tomada de depoimentos, requisição de informações de órgãos públicos e até mesmo a quebra de sigilos telefônico, bancário, fiscal e telemático de investigados.

PT defende CPI Pouco depois de Bolsonaro lançar a ideia, líderes de partidos de esquerda se posicionaram a favor da CPI.

Membro da campanha de Lula, o ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT), defende que a comissão investigativa seja instalada. "Uma investigação séria na Petrobras, focada na política de preços dos combustíveis, facilmente vai revelar que o presidente da República nunca quis solução para reduzir os preços dos combustíveis", disse à Folha.

Não por acaso, no pacote proposto por Lira para retaliar a Petrobras, a CPI é o item que mais gera dúvidas entre membros de partidos como PL, PP e Republicanos, que apoiam Bolsonaro.

Lira convocou uma reunião de líderes para esta segunda-feira (20), com o objetivo de discutir uma reação coordenada dos parlamentares contra o reajuste.

As demais ideias de Lira, que contam com apoio no centrão, incluem a elevação da taxação do lucro da Petrobras, a revisão da política de preços da estatal e a tributação de exportações de petróleo.

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo neste domingo (19), Lira escreveu: "Não queremos confronto, não queremos intervenção. Queremos apenas respeito da Petrobras ao povo brasileiro. Se a companhia decidir enfrentar o Brasil, ela que se prepare: o Brasil vai enfrentar a Petrobras. E não é uma ameaça. É um encontro com a verdade."

Na avaliação de deputados ouvidos reservadamente, a proposta de mudar a tributação sobre a empresa para arrecadar recursos a serem usados como subsídio para a gasolina e o diesel são mais frutíferas e eficientes.

A Petrobras divulgou, na sexta-feira (17), reajustes de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no do diesel, alegando que o mercado de petróleo passou por mudança estrutural e que é necessário buscar convergência com os preços internacionais.

O anúncio enfureceu Bolsonaro e aliados. Encabeçados por Lira, eles prometeram retaliar a direção da Petrobras. O principal alvo é o presidente José Mauro, já demitido publicamente pelo Planalto, mas que resiste deixar o cargo.

Parlamentares, que já reclamavam da política de preços da Petrobras, passaram a fazer ainda mais pressão para que José Mauro renuncie ao cargo. Isso abriria caminho a uma troca mais acelerada no comando da petroleira.

Nos bastidores, líderes governistas afirmam que, em caso d e renúncia ou de mudança de postura do comando da companhia, o pacote de retaliação deve ser suavizado. Mas dificilmente vão engavetar todas as medidas sugeridas por Lira.

Questionado, o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirma que a decisão de abertura da CPI será dos líderes da Casa.

Barros ressalta que, se a comissão for instalada, é possível que o governo tenha poder sobre os rumos da investigação. "Estará sempre sob controle", avaliou.

Deputados da ala ideológica se alinharam a Bolsonaro e defenderam a abertura da CPI.

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) informou neste domingo (19) que vai pedir para que a Polícia Federal e o Ministério Público investiguem o lucro da estatal e a reserva orçamentária para distribuição de dividendos da empresa.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos