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CPI da Covid já tem assinaturas necessárias para instalação no Senado

Ana Paula Ramos
·2 minuto de leitura
Brazil's President Jair Bolsonaro holds a box of chloroquine outside of the Alvorada Palace, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil, July 23, 2020.REUTERS/Adriano Machado     TPX IMAGES OF THE DAY
Parlamentares querem apurar omissões do governo Jair Bolsonaro na condução da pandemia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou, na manhã desta quarta-feira (3), que conseguiu as assinaturas necessárias para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Coronavírus no Senado. O objetivo é apurar as responsabilidades do governo federal pelas crises sanitárias e econômica pela pandemia.

Para protocolar o documento, são necessárias as assinaturas de 27 senadores.

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Segundo Randolfe, “as omissões e ações erráticas do governo federal” precisam ser apuradas pelo Poder Legislativo em resposta à população que tem sofrido diretamente com os efeitos da atuação do Executivo Federal.

Ele afirma que a comissão irá investigar, em especial, as ações que desencadearam o agravamento da crise sanitária no Amazonas, quando a ausência de oxigênio para os pacientes internados e a falta de insumos básicos nas unidades de saúde levaram, inclusive, a transferência de pacientes para internação em outros estados e a mobilização da sociedade civil para compra e envio de oxigênio à Manaus, evidenciando o colapso do sistema de saúde no estado.

“Desde a chegada da pandemia ao país o que vimos foram tentativas do governo em minimizar a gravidade do problema, além de sabotagem às medidas sanitárias para contenção do espalhamento do vírus e a fixação em remédios sem nenhuma eficácia comprovada contra a Covid-19", disse Randolfe Rodrigues.

Para o senador, o governo federal tem violado, de forma sistemática, os direitos fundamentais básicos de toda a população brasileira à vida e à saúde. Na justificativa do requerimento, ele argumenta que o Brasil tem dado péssimo exemplo quanto ao controle da pandemia ao deixar de seguir as orientações científicas de autoridades sanitárias de caráter mundial e quando tentou “impedir” que estados e municípios pudessem tomar medidas para diminuir o ritmo de propagação do vírus.

“O governo Bolsonaro parece ter optado por lavar as mãos e se omitir, incentivando até mesmo tratamentos sem nenhuma evidência científica, além de atrapalhar os esforços dos prefeitos e governadores”, afirma.

VACINAÇÃO

Segundo Randolfe, o governo de Jair Bolsonaro “impôs obstáculos” para elaborar e implementar um plano de vacinação nacional, retardando o processo de aquisição de insumos e até mesmo da própria vacina.

Ele acrescenta que questões ideológicas e disputas políticas atrasaram a aprovação e distribuição da CoronaVac no país.

“Primeiro procuraram desacreditar e retardar, por pura disputa ideológica e política, a vacina CoronaVac simplesmente porque ela foi desenvolvida por uma empresa chinesa em parceria com o Instituto Butantan. Depois, quando dezenas de países já tinham adquirido vacinas e preparado planos de vacinação, o Ministério da Saúde não havia nem assegurado um estoque adequado de agulhas e seringas, muito menos de vacinas”, destaca.