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CPI da Covid: Fabio Wajngarten presta depoimento nesta quarta-feira, após falar em ineficiência do Ministério da Saúde

·2 minuto de leitura
Depoimento de Wajngarten é aguardado por oposicionistas para dar mais detalhes sobre atrito do governo federal com a Pfizer - Foto: Alan Santos/Agencia Brasil via AP
Depoimento de Wajngarten é aguardado por oposicionistas para dar mais detalhes sobre atrito do governo federal com a Pfizer - Foto: Alan Santos/Agencia Brasil via AP
  • Um dos principais assuntos da sessão deve ser a demora do governo federal em assinar o contrato para a compra de vacinas da Pfizer

  • Oposicionistas devem questionar Wajngarten sobre ações do chamado 'gabinete do ódio'

  • Ex-secretário já criticou, em entrevista, gestão Pazuello

O ex-secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarten presta depoimento nesta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito. Um dos principais assuntos da sessão de hoje será a demora do governo federal em assinar o contrato para a compra de vacinas da Pfizer. Em entrevista à Veja, o ex-secretário disse que a demora na compra dos imunizantes do laboratório ocorreu por "incompetência"e "ineficiência" da equipe de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde.

Segundo o ex-secretário, ele soube em setembro que a Pfizer vinha tendo dificuldades para negociar com o governo. A farmacêutica tinha enviado carta para o Ministério da Saúde em julho, com pedido de audiência. Em agosto, enviou nova correspondência, desta vez oferecendo 70 milhões de doses de vacina, mas também não houve resposta, conta ele.

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"Se o contrato com a Pfizer tivesse sido assinado em setembro, outubro, as primeiras doses da vacina teriam chegado no fim do ano passado”, disse Wajngarten à Veja.

Segundo a colunista do GLOBO Malu Gaspar, Wajngarten pode apresentar uma carta de agradecimento a ele enviada pelo presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, que comandou a filial brasileira até janeiro, para provar que Pazuello teria sabotado a compra.

Gabinete do ódio deve ser assunto na CPI

Wajngarten também será questionado ainda sobre a divulgação da propaganda “O Brasil Não Pode Parar”, no início da pandemia - Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
Wajngarten também será questionado ainda sobre a divulgação da propaganda “O Brasil Não Pode Parar”, no início da pandemia - Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

A sessão de hoje é também considerada central por senadores oposicionistas e independentes para a comissão avançar na investigação de dois pontos ainda inexplorados: o papel do “gabinete do ódio”, estrutura de apoio ao Palácio do Planalto nas redes sociais, na difusão de notícias falsas sobre a pandemia; e o impacto da falta de uma campanha clara de conscientização sobre os riscos do coronavírus no agravamento da doença no Brasil.

Wajngarten também será questionado ainda sobre a divulgação da propaganda “O Brasil Não Pode Parar”, no início da pandemia, ao mesmo tempo em que governadores e prefeitos restringiam a circulação para tentar brecar a proliferação do vírus. A iniciativa da Secom, depois tirada do ar, dizia que a “quase totalidade de óbitos” pelo coronavírus se deu com idosos e que, portanto, só este grupo deveria ficar isolado.