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Coworkings se adaptam ao trabalho híbrido e recuperam mercado

·4 minuto de leitura

O setor de coworkings sofreu um grande baque com o isolamento social causado pela pandemia de COVID no ano passado. Mas agora, os espaços compartilhados de trabalho parecem ter atravessado a crise e ensaiam a recuperação quase no mesmo nível antes da chegada do novo coronavírus (SARS-CoV-2), segundo reportagens do Pequenas Empresas Grandes Negócios e do R7, que ouviram representantes das empresas da área.

Ainda que muita gente esteja trabalhando de casa desde março de 2020, há motivos para essa nova crescida. Muitos funcionários da categoria home office querem às vezes mudar de ares e estar em um ambiente com uma infraestrutura melhor que a de suas casas. Algumas empresas também fecharam seus escritórios próprios e adotaram coworkings para as reuniões presenciais por conta da flexibilidade: podem pagar por eles pelo tempo que quiser, ou escolher em que bairro ou cidade querem ficar. Há até quem tenha se mudado para cidades do interior ou do litoral e seguiram trabalhando nesses espaços.

Como exemplo da recuperação temos a GoWork, que em março de 2020 tinha cerca de 7 mil coworkings ocupados com direito a uma lista de espera. Após o segundo mês de pandemia, 30% das estações de trabalho foram fechadas porque as empresas clientes perceberam que o isolamento demoraria um pouco e, na volta, teriam menos funcionários no sistema presencial. Mas no terceiro mês, em meados de junho, as coisas melhoraram.

No final de 2020, a ocupação física ainda estava em 60%, por causa das restrições do número de pessoas em locais fechados. Mas com o aumento gradual da procura, a companhia deve investir R$ 20 milhões na expansão até o ano que vem, abrindo 22 mil metros quadrados de escritório.

A pandemia causou algumas mudanças de perfil. Se antes os coworkings eram preferencialmente ocupados por empresas de tecnologia, outros recentes clientes da GoWork são farmacêuticas, bancos, fundos de investimentos e escritórios de advocacia. Em outro coworking, a Regus, menos de 40% dos clientes eram grandes empresas até 2019. Hoje, esse percentual chegou a 60%.

Imagem: Reprodução/CoWomen/Unsplash
Imagem: Reprodução/CoWomen/Unsplash

A WeWork Brasil diz estar em seu melhor momento nos últimos tempos, pois já opera no patamar pré-pandemia. Hoje a companhia tem 32 unidades no país, sendo duas construídas durante a fase COVID e outras duas foram ampliadas. Pretendem ainda abrir mais um prédio ainda neste ano.

Meu escritório é na praia

O espaço Liberty Offices surgiu no ano passado em Santos (SP) e recebe muitas pessoas que costumavam ir ao escritório e não se adaptaram bem ao trabalho em casa. "Elas estão em regime de home office, mas querem manter sua rotina de sair, tomar um café, trocar experiências e trabalhar num local com estrutura", conta o fundador, Rodrigo Morgado, ao R7.

Também no ano passado foi inaugurado o Coworking Maresias, na cidade homônima do litoral paulista, focando em quem passa alguns períodos curtos por lá, como fins de semana. Assim, conseguem alternar com facilidade entre o trabalho e a praia, a poucos metros dali. "Há pessoas que alugam casas em condomínios, mas a internet cai, as crianças fazem barulho, então elas buscam o coworking para poder trabalhar", relata o criador do espaço, Cauã Carriel.

Teia Perus (Imagem: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)
Teia Perus (Imagem: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)

Coworking público

A Prefeitura de São Paulo também aposta no coworking público Teia para incentivar empreendedores de regiões mais vulneráveis. No começo deste mês foi aberto o 14º do tipo dentro da Biblioteca Padre José de Anchieta, no bairro de Perus, na zona norte da capital.

O novo espaço conta com um primeiro espaço amplo e multiuso para coworking e eventos, que comporta até 12 pessoas trabalhando ao mesmo tempo, além de mesas adaptadas para notebook e ambiente de descompressão, isto é, com decoração leve e descontraída. Já o segundo espaço tem uma sala de reunião para até seis pessoas.

A Agência São Paulo de Desenvolvimento, ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, terceirizou a gestão do Teia à Eco Cultural, responsável pela realização de eventos, palestras e oficinas de empreendedorismo no local. O coworking funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h, por meio de agendamento pelo link: www.adesampa.com.br/teia. Para conhecer os outros 13 espaços de trabalho da prefeitura, em bairros como Santo Amaro, Itaquera e Cidade Tiradentes, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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