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Cowboy Bebop | Como se preparar para assistir ao live-action da Netflix

·9 min de leitura

Todo o barulho em torno da série em live-action de Cowboy Bebop não é por acaso. Além do fato de o anime original ser um dos maiores clássicos da animação japonesa, a Netflix vem demonstrando um cuidado tão grande na hora de trazer esses personagens à vida que é totalmente compreensível a ansiedade dos fãs e até mesmo a curiosidade de quem nunca ouviu falar dessa história, mas ficou interessado no burburinho em volta da adaptação.

E se você faz parte desse segundo grupo, deve estar se perguntando justamente o porquê de tanto auê em torno da série. Histórias no espaço não são nenhuma novidade e, à primeira vista, não há nada ali que justifique toda essa devoção por parte dos fãs. Só que basta você conferir alguns episódios para entender o quanto o anime é charmoso e apaixonante.

Assim, para ajudá-lo a se situar no hype em torno de Cowboy Bebop e a mergulhar em todas as minúcias que fazem essa aventura espacial ser tão querida pelo público mesmo depois de décadas de sua exibição original, o Canaltech preparou este pequeno guia para situá-lo na galáxia e para que você possa mergulhar de vez na série quando a adaptação chegar à Netflix — e seja bem-vindo à Bebop, cowboy do espaço.

O que é Cowboy Bebop?

Cowboy Bebop é um anime exibido originalmente no Japão entre 1998 e 1999 e que rapidamente se tornou um clássico. A história se passa no não tão distante ano de 2071 e mostra uma galáxia já bastante colonizada, mas que mistura elementos futuristas como naves e viagens entre planetas com uma estética que lembra muito um velho oeste. Assim, temos uma proliferaçao de criminosos pelo sistema solar, o que forçou a criação da chamada Lei do Cowboy, ou seja, incentivando pessoas a caçarem esses bandidos.

A tripulação da nave Bebop é cheia de carisma, seja no anime ou no live-action (Imagem: Reprodução/Sunrise Inc.)
A tripulação da nave Bebop é cheia de carisma, seja no anime ou no live-action (Imagem: Reprodução/Sunrise Inc.)

Ao longo de seus 26 episódios, acompanhamos o desdobrar das missões dos tripulantes da nave Bebop, sobretudo na figura de Spike Spiegel, um caçador de recompensas meio folgado que tenta ganhar a vida prendendo criminosos enquanto mal consegue guardar dinheiro para comprar a janta. Em resumo, é quase um Han Solo ainda mais folgado e menos ranzinza.

Só que essa é só a premissa básica da trama, pois logo vamos descobrindo mais da história do protagonista e como esse passado que ele pouco mostra esconde algumas marcas que ele tenta esquecer e que, apesar de todo esse esforço, algumas coisas ainda voltam para atormentá-lo.

Ao mesmo tempo, a gente tem toda a dinâmica envolvendo o resto da tripulação. De início, Spike tem apenas Jet Black como seu principal aliado, mas a nave rapidamente vai ganhando novos moradores e ver como esses personagens tão diferentes se relacionam é um dos grandes charmes do anime. E os próprios criminosos e vilões também são únicos e fazem com que cada episódio tenha um clima bem particular.

Mas o destaque mesmo fica no grupo principal. O já citado Jet também é alguém com um passado bastante complicado, tendo sido um membro da polícia espacial que foi forçado a abandonar a profissão depois de alguns eventos traumáticos e constrasta bem com o jeito desleixado de Spike. Já Faye é uma ladra que entra no grupo tentando passar a perna nos heróis, mas logo vemos que a sua história é bem mais ampla (e trágica) que isso. E, é claro, temos Ein, o simpático Corgi que é resgatado de um laboratório e passa a viver com os heróis na Bebop.

Além disso, Cowboy Bebop também é marcado pela sua excelente animação e a trilha sonora icônica. O desenho foge bastante do padrão das animações japonesas da época, trazendo um estilo de arte um pouco mais adulto misturado a um traço puxado para o cartum e com uma fluidez bem peculiar que se encaixa perfeitamente no jazz usado como trilha em cada um dos episódios.

Onde assistir?

Se você quer se preparar para a estreia do live-action de Cowboy Bebop e quer assistir ao anime antes de ver a versão em carne e osso, a boa notícia é que sobram opções de streaming em que o anime clássico está disponível. A mais recente e acessível deles é a própria Netflix, que adicionou todos os seus 26 capítulos ao catálogo justamente para pegar carona no hype da adaptação.

Além disso, para quem assina serviços dedicados a animes, a animação também está disponível no Crunchyroll e no Funimation.

Com seu jeuto desleixado, Spike Spiegel é carisma em pessoa (Imagem: Reprodução/Sunrise Inc.)
Com seu jeuto desleixado, Spike Spiegel é carisma em pessoa (Imagem: Reprodução/Sunrise Inc.)

E embora se trate de uma única versão disponível nas três plataformas, elas são bem diferentes no que diz respeito à dublagem em português. Na Netflix, por exemplo, todo o elenco que deu voz aos personagens na primeira exibição de Cowboy Bebop no Brasil retornou, enquanto a Funimation traz algumas alterações na equipe. Já o Crunchyroll oferece os episódios apenas legendados.

Por que ele é um clássico?

Diante de tudo isso, você deve estar se perguntando por que Cowboy Bebop segue sendo reverenciado por tanta gente mesmo depois de mais de duas décadas de sua exibição. De lá pra cá, muita coisa saiu e deve ter surgido algum anime melhor, não?

Pois bem, Cowboy Bebop não é tido por muita gente como o melhor anime de todos os tempos sem uma boa razão para isso. E são vários os motivos que explicam por que isso é verdade.

O primeiro deles é a já citada animação e trilha sonora, que dão um clima todo diferente para a história. Além disso, todos os personagens que são apresentados, sejam eles mocinhos ou bandidos, são muito bem representados e cheios de carisma, o que faz com que seja incrível acompanhar suas histórias.

Até a cachorrinha Ein é cativante (Imagem: Reprodução/Sunrise Inc.)
Até a cachorrinha Ein é cativante (Imagem: Reprodução/Sunrise Inc.)

Só que há alguns porquês a mais nisso tudo. Um deles é o modo como toda essa narrativa é construída. Como dito, o anime se apresenta quase como uma velho oeste espacial, com os heróis buscando criminosos em planetas na hora do almoço para tentar garantir a janta mais tarde. Isso permite que a trama alterne muito bem entre o caso do dia e a grande história que vem sendo contada aos poucos sobre o passado de Spike.

A forma com que o diretor Shinichiro Watanabe conduz esses eventos é tão suave que você se vê preso acompanhando a história do ladrão de cachorros ou do megatraficante espacial sem se dar conta de como esses pequenos eventos ajudam a compor o cenário maior que vem se desenhando por trás.

Além disso, Cowboy Bebop brinca com diversos gêneros. Embora a referência aos westerns seja clara já no seu título, ele puxa muito da estrutura das histórias noir e ainda tem espaço de sobra para inserir elementos de uma ópera espacial com humor e ação. Tudo é muito bem dosado de modo que essa salada funcione dentro da proposta e sem criar aquela sensação de que você está acompanhando um remendo de estilos. E isso fica claro já na estética do anime, que consegue trazer um mundo futurista, mas que ainda é muito verossímil e calcado na realidade. Temos carros voadores, mas eles funcionam de forma bastante similar a um veículo comum e não há nada que soe absurdamente impossível.

Apesar de ser uma história no futuro, nas em Cowboy Bebop soa absurdo, mas bastante humano (Imagem: Reprodução/Sunrise Inc.)
Apesar de ser uma história no futuro, nas em Cowboy Bebop soa absurdo, mas bastante humano (Imagem: Reprodução/Sunrise Inc.)

Essa organicidade com que a história se desenrola entre uma caçada e outra e por gêneros tão diferentes serve para realçar aquele que é o grande atrativo de Cowboy Bebop: a profundidade dos temas que ele apresenta. Ainda que o anime extrapole ao trazer elementos futuristas e não economize no dinamismo das cenas de ação, o debate central na história de seus protagonistas é deveras humano.

Sem entrar muito no campo do spoiler, toda a trama gira em torno da solidão de Spike originada da própria culpa que ele carrega e como isso é algo que insiste em persegui-lo e a atormentá-lo. E embora o tema não seja algo tão original assim, o modo como esses elementos são apresentados e explorados se difere de tudo aquilo que a gente tinha visto em animes até então. Tudo é trabalhado com uma profundidade e delicadeza que é fácil se reconhecer no drama do herói e entender por que ele age como esse vagabundo do espaço que nos é retratado.

Tem mangá?

Ao contrário da grande maioria dos animes de sucesso, Cowboy Bebop não nasceu nas páginas de um mangá antes de virar anime. Na verdade, ele fez o caminho inverso. A animação abriu as portas para esse universo e seus personagens e, diante do sucesso estrondoso que fez no Japão e no mundo, não demorou para que as editoras tentassem surfar nessa onda.

Dessa forma, ainda em 1998 e 1999 — ou seja, enquanto o anime ainda estava sendo exibido —, Cowboy Bebop ganhou duas histórias em mangá, sendo que apenas uma delas chegou ao Brasil.

A edição brasileira de Cowboy Bebop foi lançada em 2004 pela JBC (Imagem: Reprodução/JBC)
A edição brasileira de Cowboy Bebop foi lançada em 2004 pela JBC (Imagem: Reprodução/JBC)

Em 2004, a editora JBC trouxe o mangá Cowboy Bebop: A New Story ao país em seis volumes e, como o próprio nome sugere, trazia uma história inédita que se passava em paralelo aos eventos do anime.

Como vai ser a série

A grande promessa da Netflix é fazer com que o live-action de Cowboy Bebop seja bastante fiel ao anime de 1998. Para deixar claro que essa é a tônica da adaptação e afastar o fantasma de Death Note, todo o material promocional divulgado até agora vem batendo nessa tecla e tudo o que foi mostrado soa muito parecido, seja em termos visuais ou mesmo em sua estética.

Netflix está tomando todo o cuidado para manter a fidelidade na nova série (Imagem: Divulgação/Netflix)
Netflix está tomando todo o cuidado para manter a fidelidade na nova série (Imagem: Divulgação/Netflix)

É claro que mudanças são esperadas, mas nada de gritante ou radical foi mostrado até agora. Acredita-se que a ordem de alguns eventos e a forma com que eles serão apresentados nos episódios vai mudar, mas sem grandes descaracterizações. O que temos visto, por outro lado, é um cuidado inclusive nos mínimos detalhes. Até mesmo o programa que Spike acompanha para receber as missões em sua nave foi cuidadosamente reproduzido.

Ao mesmo tempo, a Netflix já informou que a série terá somente 10 episódios, o que significa que a primeira temporada deve trazer apenas uma parte da trama. Pelo que foi mostrado até aqui, não veremos o quarta tripulante da Bebop, Erin, nesta primeira parte do seriado, indicando que ele deve ser uma das novidades que o streaming está reservando para as próximas temporadas.

Cowboy Bebop estreia na Netflix no dia 19 de novembro de 2021.

Fonte: Canaltech

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