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COVID | Um a cada três médicos defende uso de droga sem comprovação, diz estudo

Nathan Vieira
·2 minuto de leitura

Na última terça-feira (10), foi publicado um estudo chamado “A pandemia de COVID-19 e os(as) profissionais de saúde pública no Brasil”, organizado pelo Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB FGV-EAESP), em parceria com a Fiocruz e com a Rede COVID-19 Humanidades. A pesquisa em questão aponta que um a cada três profissionais de saúde pública defende o uso de medicamento sem comprovação específica contra COVID-19.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisa envolveu 1.520 profissionais da saúde pública de todo o país, que responderam voluntariamente a questionários online entre os dias 15 de setembro e 15 de outubro. Os pesquisadores concluíram que 33,8% deles consideram que devem ser utilizadas drogas contra a COVID-19 mesmo que não haja comprovação da eficácia desses medicamentos, enquanto 66,2% defende que os medicamentos só devem ser usados com comprovação de eficácia.

A pesquisa acrescenta que 52,2% dos respondentes afirmaram que não receberam nenhum tipo de capacitação para lidar com a COVID-19. Dentre os agentes comunitários, a taxa de respondentes para aqueles que declaram que não tiveram treinamento sobe para 65,7%. A resposta diz respeito à percepção do entrevistado sobre o que seria o treinamento, que pode ser interpretado desde uma orientação ou conversa até um curso formal.

Enquanto isso, 94,5% dos médicos apontaram que conhecem algum companheiro de trabalho com suspeita ou diagnóstico de COVID-19. Oito em cada dez revelam sentir medo da doença que tanto tem trazido preocupações no ano de 2020, mas apenas 28,4% dos respondentes afirmaram ter recebido algum tipo de apoio para cuidar da saúde mental.

Um a cada três médicos defende uso de droga sem comprovação, diz estudo do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB FGV-EAESP)(Imagem: Fernando Zhiminaicela/Pixabay)
Um a cada três médicos defende uso de droga sem comprovação, diz estudo do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB FGV-EAESP)(Imagem: Fernando Zhiminaicela/Pixabay)

"Neste contexto de mais de sete meses de pandemia, e dadas as recentes medidas de reabertura, compreender sob quais condições os(as) profissionais de saúde pública estão atuando é uma forma de investigar as respostas estatais oferecidas pelo SUS. Buscamos identificar como a pandemia impacta seu trabalho, bem-estar e modos de agir cotidianamente", consta no estudo.

Sobre saúde mental, os pesquisadores solicitaram aos profissionais que relatassem que tipo de apoio receberam. As principais respostas categorizadas incluem: atendimento psicológico ou psiquiátrico oferecido pelo trabalho (39%), atendimento com profissionais do CAPS e NASF (14%), teleatendimento (11%), webinars e palestras (14%), e orientação e apoio dos gestores (23%).

Perguntaram também quais foram as principais emoções que eles têm sentido durante o trabalho
na pandemia. "Os respondentes experimentaram majoritariamente sentimentos negativos durante o trabalho, o que sugere um cenário crítico de atuação. No entanto, sentimentos positivos também estão presentes, especialmente esperança, apesar de nenhum dos respondentes terem afirmado sentir afeto ou carinho", aponta o estudo em questão.

Fonte: Canaltech

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