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Covid retorna a países que pensavam ter derrotado o coronavírus

Jinshan Hong
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O ressurgimento repentino da Covid-19 em países com os melhores resultados do mundo no combate à pandemia envia uma mensagem desanimadora para autoridades de saúde: estratégias para erradicar totalmente o coronavírus não funcionam como solução de longo prazo, e mesmo lugares com os melhores dados nunca podem baixar a guarda.

Depois de mais de 250 dias sem um única infecção por coronavírus transmitida localmente, Taiwan divulgou o primeiro caso desde abril na terça-feira, encerrando o período mais longo livre de Covid do mundo. No mesmo dia, a Tailândia registrou 427 novos casos, um aumento impressionante para um país que, até setembro, estava há 100 dias sem transmissão local.

“Infelizmente, em países que têm níveis realmente baixos de vírus e podem muito bem tê-lo eliminado, uma volta é muito fácil”, disse Peter Collignon, professor de doenças infecciosas da Escola de Medicina da Universidade Nacional da Austrália, em Canberra, que aconselhou o país sobre a mitigação do coronavírus. “Minha preocupação é quando você usa o termo eliminação, as pessoas pensam que acabou e que assim podem voltar às atividades normais e não ter nenhuma restrição.”

A região da Ásia-Pacífico tem conseguido controlar surtos desenfreados que continuam a atingir os EUA e partes da Europa, mas a persistência da Covid em outros lugares significa que o surto pode voltar em países que eliminaram casos locais, mesmo com restrições nas fronteiras e quarentenas obrigatórias em vigor.

O caso de Taiwan foi o de uma mulher que entrou em contato com um piloto de avião que havia chegado recentemente dos EUA, enquanto o surto em Sydney - que também passou meses com apenas algumas infecções locais - pode ter se originado em um trabalhador de hotel de quarentena.

Japão e Coreia do Sul

O retorno da Covid nesses lugares acontece quando outras partes da região, elogiadas pelo controle do coronavírus, também ficam sob pressão com o início do inverno. A Coreia do Sul e o Japão conseguiram manter os casos em um nível administrável durante a maior parte do ano, sem recorrer a lockdowns ou restrições vistas em outros lugares. Agora, registram casos recordes, já que essa estratégia é desafiada pelo cansaço das pessoas na pandemia e maior tempo em ambientes fechados por causa do frio.

Em vez de ter como objetivo a erradicação completa, disse Collignon, pode ser melhor tentar manter os casos em níveis baixos. Dessa forma, diz, é possível manter “a população em geral aderindo ao distanciamento físico, afastada do trabalho quando doente, afastada da família quando doente e usando máscaras, como se houvesse transmissão comunitária”, afirmou.

A crise de coronavírus vai durar outros dois a três anos, de acordo com Collignon, mesmo com a distribuição das vacinas que, segundo ele, provavelmente são mais eficazes na prevenção de doenças na pessoa vacinada do que para evitar a propagação.

“Você pode estar razoavelmente seguro em seu próprio país”, disse. “Mas, assim que viaja, ainda corre um risco.”

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©2020 Bloomberg L.P.