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Covid: quando a vacina ButanVac deve ficar pronta? Entenda a expectativa

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Para dar continuidade à vacinação contra a covid-19, uma das apostas brasileiras é a vacina ButanVac, desenvolvida pelo Instituo Butantan. Além disso, a pesquisa também conta com a participação de centros de estudo da Tailândia e do Vietnã. No momento, a principal questão é entender quando o potencial imunizante estará pronto para o uso. A previsão atualizada é apenas para 2023.

Os estudos clínicos — aqueles que são feitos em humanos — ocorrem nos três países participantes e buscam avaliar a eficácia e a segurança da fórmula como dose de reforço. Inclusive, alguns estudos sobre os testes já foram publicados por cientistas tailandeses e vietnamitas.

Vacina ButanVac deve ficar pronta apenas em 2023 (Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)
Vacina ButanVac deve ficar pronta apenas em 2023 (Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

ButanVac no Brasil

No Brasil, o estudo clínico de Fase 1 já foi concluído e, agora, os dados devem ser enviados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso porque é a Anvisa que irá aprovar a continuidade da pesquisa (ou não) para as Fases 2 e 3. Ao fim de todos os testes, será também a agência que definirá se o produto poderá ser aplicado nos brasileiros.

Como o processo de desenvolvimento de um imunizante envolve diferentes etapas e burocracias, é relativamente normal que os prazos sejam constantemente revistos. Por exemplo, a ButanVac já chegou a ser anunciada para o uso ainda em 2022 contra a covid-19, mas o tempo da pesquisa impediu a primeira meta.

No final de março deste, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, atualizou as expectativas para o imunizante, que terá produção 100% nacional, e informou que o produto só deve ser entregue em 2023.

Reformulação dos testes

Para a pesquisa, um dos primeiros desafios da ButanVac foi a necessidade de redesenhar os estudos clínicos de Fase 1. Em um primeiro momento, foi previsto um ensaio clínico randomizado duplo-cego controlado por placebo. Só que, para isso, era necessário encontrar voluntários que ainda não estivessem imunizadas e que não planejassem se vacinar nos próximos meses. Do outro lado, a campanha nacional de imunização já avançava e alcançava quase todos os públicos.

Diante do novo cenário, o estudo clínico do Butantan precisou ser remodelado e a ideia passou a ser testar a ButanVac apenas como dose de reforço, o que ampliou, de forma significativa, o número de pessoas que poderiam participar dos testes. Isso atrasou o braço brasileiro da pesquisa.

Testes clínicos da vacina ButanVac precisaram ser reformulados, o que impactou a velocidade do estudo (Imagem: Gpointstudio/Envato)
Testes clínicos da vacina ButanVac precisaram ser reformulados, o que impactou a velocidade do estudo (Imagem: Gpointstudio/Envato)

“A vacinação do Brasil avançou muito rapidamente e chegou um momento em que não havia mais a possibilidade de inclusão de voluntários [para comparar vacinados e não vacinados]. Isso levou à necessidade de reformular todo o estudo clínico, o que acabou reduzindo a velocidade da pesquisa da vacina", explicou o presidente Covas sobre a situação.

Como funciona a vacina de reforço?

Para imunizar contra o coronavírus, a ButanVac adota um vírus responsável pela Doença de Newcastle (DNC) — que não provoca sintomas em seres humanos, mas atinge aves — como vetor viral inativado. Dessa forma, o vírus da DNC é editado geneticamente e tem incluído no seu material genético fragmentos do vírus da covid-19 para que, assim, desencadeie uma resposta imunológica contra o coronavírus no futuro.

Na pandemia da covid-19, a estratégia do vetor viral também foi adotada pela vacina Covishield (Oxford/AstraZeneca/Fiocruz) e pela fórmula da Janssen (Johnson & Johnson). A tecnologia já é muito usada pelo Butantan também, mas para a produção de vacinas contra a gripe (influenza).

Fonte: Canaltech

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