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COVID: por que crianças e adolescentes estão no fim da fila da vacina?

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

O programas de vacinação contra a COVID-19 já começaram em todo o mundo, priorizando as pessoas mais idosas e aquelas que trabalham na linha de frente no combate à doença, como profissionais de saúde. Na sequência, outros grupos receberão os diferentes imunizantes disponíveis, mas um grupo ainda vai ficar de fora por enquanto: o de pessoas com menos de 18 anos.

A decisão acaba preocupando quem convive com pessoas dessas idades, que podem ser bebês, crianças ou adolescentes, pois além do medo de elas desenvolverem uma forma grave da doença, há o receito de que elas possam se tornar um vetor. No entanto, os motivos para isso reduzem essa preocupação, uma vez que a faixa etária é a menos provável de ser infectada e desenvolver a forma grave da doença. Por isso, os testes foram realizados, até hoje, apenas com adultos, o que curiosamente também aconteceu durante a epidemia do H1N1.

<em>Imagem: Freepik</em>
Imagem: Freepik

Évelin Santos Oliveira, pós-doutoranda em Epidemiologia do IGM-Fiocruz (Instituto Gonçalo Moniz da Fundação Oswaldo Cruz), contou à BBC Brasil que o processo de desenvolvimento de um imunizante conta com alguns critérios de acordo com a doença em questão, no caso a COVID-19, e como ela atua no sistema imunológico. A profissional conta que "a doença se mostrou inicialmente mais grave em adultos, principalmente idosos ou pessoas com comorbidades", e que por isso eles foram o foco dos testes.

Em relação à possibilidade de crianças e adolescentes serem o vetor da doença, a infectologista Raquel Stucchi, da Unicamp (Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas), revela que eles não são bons transmissores do coronavírus. "Isso fez com que todos os fabricantes de vacinas procurassem avaliar a eficácia delas naqueles em que a doença realmente tem impacto, que são adultos jovens e idosos", complementa a profissional.

<em>Imagem: Alena Shekhovtcova/Pexels</em>
Imagem: Alena Shekhovtcova/Pexels

Futura mudança de cenário

Ainda que a probabilidade de pessoas das primeiras faixas etárias da vida desenvolverem uma versão grave da doença seja menor, ainda existe a chance de elas ficarem doentes. Mas, felizmente, algumas empresas já estão começando a pensar nesses testes, como Pfizer/BioNtech, Moderna, AstraZeneca/Oxford e Janssen. Inicialmente, serão testados apenas os adolescentes, e na sequência as crianças maiores. Só depois aquelas com menos de cinco anos.

Os cientistas não acreditam que haverá a imunidade de rebanho entre crianças e adolescentes, mesmo com a volta às aulas em algumas regiões. Então, é preciso que os pais continuem tomando cuidado com o isolamento social não só para proteger as crianças, como também os profissionais da educação e os familiares dos colegas de escola.

Fonte: Canaltech

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