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Covid na China preocupa mercados e dólar fecha perto de R$ 4,90

·5 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mercado financeiro mundial operou nesta segunda-feira (25) sob o temor de que as restrições a atividades econômicas para o combate ao coronavírus na China provoquem prejuízos às cadeias globais de suprimentos, repetindo uma situação ocorrida no auge da pandemia e que está na raiz da atual inflação global.

O principal índice de ações de empresas das cidades chinesas de Xangai e Shenzhen desabou 4,94%. Na Bolsa de Hong Kong, o tombo foi de de 3,73%.

Na Europa, o índice que acompanha 50 das maiores empresas de países que possuem o euro como moeda caiu 2,15%. Bolsas de Londres, Paris e Frankfurt fecharam com quedas de 1,88%, 2,01% e 1,54%, nessa ordem.

No Brasil, o dólar saltou 1,49%, cotado a R$ 4,8780, depois de ter chegado perto dos R$ 4,95 durante a sessão. Na sexta-feira (22), a moeda americana à vista já havia disparado 4,04%, a R$ 4,8060, maior valor desde o final de março e a mais forte alta percentual diária desde o começo da pandemia de Covid-19, em 2020.

Na Bolsa de Valores brasileira, o índice de referência Ibovespa caiu 0,35%, a 110.684 pontos. Mais cedo, o indicador recuou à casa dos 109 mil pontos, frequentando uma região de baixa que não era visitada desde meados de março.

Riscos inflacionários devido à oferta de produtos vindos da Ásia reforçam a expectativa de que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) elevará agressivamente os juros para tentar conter a maior inflação no país em quatro décadas.

Juros altos nos EUA atraem investimentos para o Tesouro americano, provocando baixas nos mercados de ações e escassez de dólares em países de economia emergente, como o Brasil, que passam a ter suas taxas de câmbio pressionadas.

Os rendimentos dos títulos de referência do Tesouro americano, com vencimento em dez anos, passaram de 2,789% para 2,905% ao ano entre a última sexta e esta segunda.

Apesar das preocupações de que uma dose exagerada da elevação dos juros para controlar a inflação conduza a economia americana à recessão, o mercado de ações dos Estados Unidos saiu do vermelho no final da sessão desta segunda.

Investidores aproveitaram para comprar papéis excessivamente depreciados. Isso incluiu as ações do Twitter, que subiram 5,66% com a notícia de que o bilionário Elon Musk fechou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões (R$ 214 bilhões).

Em Nova York, o indicador de referência S&P 500 encerrou o dia com ganho de 0,57%. O índice Nasdaq, focado no setor de tecnologia, avançou 1,29%. O Dow Jones ganhou 0,70%.

Na semana passada, autoridades do Fed, incluindo o chair Jerome Powell, indicaram que o banco central elevará os juros em 0,50 ponto percentual em seu encontro de maio. É uma alta superior ao 0,25 ponto esperado inicialmente. Parte dos investidores, porém, já acredita em eventual adoção de ajuste de 0,75 ponto.

Aumentar os juros é uma forma de restringir o acesso ao crédito. Como financiamentos mais caros, empresas contratam menos e as famílias perdem a capacidade de comprar imóveis e outros bens, por exemplo. É um remédio amargo para tentar forçar a redução dos preços.

O problema é que a disparada da inflação está diretamente ligada às restrições na oferta de insumos essenciais, como os necessários para gerar energia. Além da Covid, o mundo também passou a lidar com a guerra na Ucrânia e todas as restrições que ela trouxe à produção de petróleo da Rússia. Os países em conflito também são grandes produtores de grãos.

Elevar o custo do crédito é uma medida com eficácia limitada contra uma inflação que é provocada pela restrição da oferta, mas que é adotada porque há pouco o que os bancos centrais possam fazer nessa situação.

Nos Estados Unidos, gestores do dinheiro observam com apreensão as tentativas do Fed em encontrar uma taxa de juros suficientemente alta para barrar a inflação. O temor é que o exagero na dose leve a economia americana à recessão.

Isso poderia obrigar o Fed a aumentar as taxas de juros no curto prazo, mas cortá-las no longo, disse Sebastian Mackay, gestor de fundos da Invesco, ao The Wall Street Journal.

Diante da ameaça de resfriamento da demanda por combustível devido ao lockdown na China, o preço de referência do petróleo bruto recuava 3,66% no final da tarde. O barril do Brent estava cotado a US$ 102,75 (R$ 501,54).

Em Xangai, autoridades ergueram cercas do lado de fora de prédios residenciais, provocando novos protestos públicos contra o bloqueio que está forçando grande parte dos 25 milhões de habitantes da cidade chinesa a ficar dentro de casa. Enquanto isso, em Pequim, moradores estão estocando mantimentos, temendo lockdown.

"A possibilidade de que seja decretado um lockdown (em Pequim), semelhante ao adotado em Xangai, conforme a situação pandêmica se deteriora na cidade derruba a cotação do minério de ferro e outras commodities metálicas nesta segunda-feira", disse em relatório a equipe de macro e estratégia do BTG Pactual.

Países emergentes ou sensíveis ao preço das commodities sentiam os efeitos mesmo depois da notícia de que o banco central da China reduzirá a taxa de compulsório (parcela de dinheiro que os bancos devem manter em suas reservas) para depósitos em moeda estrangeira de 9% para 8%, o que entrará em vigor em 15 de maio.

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