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Covid longa pode afetar até bebês, segundo estudo com 44 mil crianças

Além de adultos, a covid longa pode afetar bebês e crianças, segundo o maior estudo do tipo já feito. Para entender como as sequelas da covid-19 impactam a saúde dos menores, pesquisadores dinamarqueses reuniram dados de 44 mil crianças, de até 14 anos. Desse total, 11 mil testaram positivo para a infecção do coronavírus SARS-CoV-2 em algum momento da pandemia.

Publicado na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health, o estudo sobre a covid longa em crianças foi liderado por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca. Até então, poucos estudos investigaram os impactos mais duradouros da covid-19 em bebês e crianças, o que traz uma nova perspectiva para o entendimento destas sequelas.

Estudo dinamarquês descobre que a covid longa também pode afetar bebês (Imagem: Twenty20photos/Envato)
Estudo dinamarquês descobre que a covid longa também pode afetar bebês (Imagem: Twenty20photos/Envato)

"Nossos resultados revelam que, embora crianças com diagnóstico positivo da covid-19 sejam mais propensas a apresentar sintomas duradouros do que crianças sem diagnóstico prévio da covid-19, a pandemia afetou todos os aspectos da vida de todos os jovens", aponta Selina Kikkenborg Berg, professora do Hospital Universitário de Copenhague e uma das autoras do estudo, em comunicado.

Quais os sintomas da covid longa mais comuns?

Segundo os pesquisadores, uma parte dos sintomas da covid longa podem ser confundidos com condições genéricas que afetam as crianças, como dores de cabeça, alterações de humor, problemas estomacais e cansaço.

No entanto, os cientistas perceberam que aquelas que testaram positivo eram mais propensas a experimentar pelo menos um sintoma, por pelo menos dois meses, do que as crianças que nunca tiveram a covid-19.

Além disso, os sintomas variaram por faixas etárias. A seguir, confira quais foram mais comuns conforme com a idade dos voluntários:

  • Crianças de zero até os 3 anos: mudanças de humor, erupções cutâneas e dores de estômago;

  • Crianças de 4 a 11 anos: problemas de memória e concentração;

  • Crianças de 12 a 14 anos: problemas de memória e concentração, alterações de humor e fadiga.

Quão frequente são as sequelas da doença nas crianças?

De forma semelhante aos sintomas, o risco de desenvolver as sequelas também varia com a idade no estudo dinamarquês. Confira qual é a probabilidade para cada faixa etária:

  • Crianças de zero a 3 anos: 40% das crianças diagnosticadas (478 de 1.194 crianças) apresentaram sintomas por dois meses ou mais, em comparação com 27% dos controles (1.049 de 3.855 crianças);

  • Crianças de 4 a 11 anos: 38% dos casos (1.912 de 5.023 crianças) em comparação com 34% dos controles (6.189 de 18.372 crianças);

  • Crianças de 12 a 14 anos: 46% dos casos (1.313 de 2.857 crianças) em comparação com 41% dos controles (4.454 de 10.789 crianças).

“Nossas descobertas se alinham com estudos anteriores da covid longa em adolescentes, mostrando que, embora as chances de crianças com covid longa sejam baixas, especialmente em comparação com grupos de controle, ela deve ser reconhecida e tratada com seriedade", reforça Berg.

"Mais pesquisas serão benéficas para tratar e entender melhor esses sintomas e as consequências a longo prazo da pandemia nas crianças daqui para frente”, completa. Independente disso, as descobertas reforçam a importância da vacinação entre os menores, como uma alternativa para reduzir o risco da infecção e, consequentemente, da covid longa.

Fonte: Canaltech

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