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Covid longa: apenas 1 a cada 4 internados se recuperam totalmente em um ano

·2 min de leitura

Segundo um estudo publicado na revista especializada The Lancet Respiratory Medicine no último sábado (23), apenas um a cada quatro pacientes internados por covid-19 tem uma recuperação completa dentro do período de um ano. O artigo ainda menciona que a recuperação total da doença é ainda menos provável para mulheres (32%), pessoas com obesidade (50%) e para quem precisou de ventilação mecânica (58%).

Os resultados da pesquisa foram apresentados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas de Lisboa, que deve acontecer até o próximo dia 26. Para chegar à descoberta, os cientistas analisaram o caso de 2.320 pacientes que tiveram alta após uma infecção por covid-19.

Segundo os relatos, 60% desses pacientes ainda tinham sintomas, sendo que apenas 25,4% (ou seja, um a cada quatro pacientes) estava totalmente recuperado nesse período. Os sintomas mais persistentes após um ano da alta hospitalar são:

  • Fadiga (60,1%)

  • Dores musculares (54,6%)

  • Perda de mobilidade (52,9%)

  • Problemas para dormir (52,3%)

  • Falta de ar (51,4%)

  • Confusão mental (46,7%)

  • Perda de memória (44,6%)

  • Inchaço (47,6%)

  • Fraqueza nos membros (41,9%)

Apenas 1 a cada 4 internados por covid-19 se recuperam totalmente em um ano (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)
Apenas 1 a cada 4 internados por covid-19 se recuperam totalmente em um ano (Imagem: Vladimirzotov/Envato Elements)

Durante a análise, os autores dividiram os pacientes em quatro grupos, com base no nível de consequências após a internação: o primeiro grupo contou com integrantes que tiveram sequela física e mental muito grave (20%); o segundo, com sequela física e mental grave (11%), o terceiro, sequela física moderada com comprometimento cognitivo (11%) e o quarto, consequências leves (39%).

A conclusão do estudo é que a gravidade e o comprometimento da saúde física e mental na covid longa leva à necessidade de integrar cuidados com a saúde física e mental. Além disso, os profissionais de saúde precisam trocar conhecimentos para alcançar um melhor atendimento, segundo os autores.

Covid longa

Anteriormente, um estudo publicado na revista científica Journal of General Internal Medicine destacou que as sequelas da covid afetam cerca de 30% dos pacientes recuperados. Na ocasião, cientistas identificaram diferentes tipos de complicações dependendo da intensidade da infecção.

Segundo o CDC, a covid longa acontece quando os problemas de saúde persistem por quatro ou mais semanas após a infecção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que os sintomas não são explicados por um diagnóstico alternativo, e diz que os número de pessoas com a condição é desconhecido. Na prática, as estimativas variam muito, de 5% a 80% dos que se infectaram pelo vírus.

"A condição pós-covid ocorre em indivíduos com histórico de infecção por SARS CoV-2 provável ou confirmada, geralmente 3 meses após o início da covid-19 sintomática, e que duram pelo menos 2 meses", define a OMS.

Fonte: Canaltech

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