Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,33 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,48 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    60.810,29
    +2.624,70 (+4,51%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,34 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,27 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,08 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Covid já matou 3 mil enfermeiras e há risco de êxodo em massa, adverte federação

Robin MILLARD
·2 minuto de leitura
(Arquivo) Enfermeiras cuidam de paciente com Covid em hospital de Marselha, França

Três mil enfermeiras já morreram de Covid-19, afirmou nesta quinta-feira a federação mundial do setor, que poderia observar um êxodo em massa ante o "trauma coletivo" causado pela crise sanitária.

Um ano após a OMS declarar a pandemia, o Conselho Internacional de Enfermeiras (CIE), federação que reúne mais de 130 associações nacionais, declarou que "as cargas pesadas de trabalho, a distribuição insuficiente de recursos, a exaustão e o estresse" fazem com que milhões de trabalhadores do setor pensem em abandonar suas funções.

"Há uma grande quantidade de enfermeiras experientes deixando a profissão ou pensando em fazê-lo após a pandemia", advertiu o CIE. O diretor geral da federação, Howard Catton, afirmou que as profissionais sofreram um "trauma coletivo" durante a pandemia, "que prejudicou gravemente sua saúde física e mental".

"Levamos os trabalhadores da enfermagem mundial para muito perto do colapso ao longo dessa pandemia. Ainda temos uma chance de protegê-los", indicou Catton. Segundo o CIE, a cifra de 3 mil enfermeiras mortas pela Covid-19 "é um cálculo flagrantemente subestimado, por falta de dados sérios".

- 'Precipício' -

Catton indicou que, com a atual escassez de 6 milhões de enfermeiras e outros 4 milhões que irão se aposentar até 2030, a força de trabalho global, de 27 milhões de profissionais, poderá diminuir "em 10 milhões ou até pela metade. O pessoal da enfermagem está à beira de um precipício", disse, lembrando que são necessários "entre três e quatro anos para formar um profissional".

O diretor destacou o que chamou de "trabalho fenomenal" das enfermeiras para "liderar o mundo através da pandemia", e afirmou que as mesmas irão ocupar um lugar privilegiado na História, juntamente com os criadores das vacinas contra a Covid-19.

Ao apresentar o panorama do setor, Catton pediu aos governos que melhorem "as condições salariais e de trabalho, permitam que as enfermeiras mais velhas, principalmente, tenham horários flexíveis, e ofereçam apoio de saúde mental apropriado para ajudá-las a enfrentar os traumas do ano passado".

- Vacinação -

Catton manifestou as preocupações que existem com a distribuição desigual de vacinas entre países ricos e pobres. Para as enfermeiras, que enfrentam um risco maior, a imunização "é um direito de estarem protegidas em seu local de trabalho", assinalou.

O diretor citou o reconhecimento público que os profissionais de saúde tiveram nos primeiros meses da pandemia, e afirmou que, agora, "a imensa maioria das enfermeiras prefere ser vacinada a ser aplaudida. É uma questão de proteção e segurança dos pacientes."

rjm/nl/spm/mar/jz/lb