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COVID: com quantos dias uma pessoa contaminada mais transmite o vírus?

·3 minuto de leitura

Quando os indivíduos infectados têm maior probabilidade de espalhar o coronavírus SARS-CoV-2? Esta é uma importante pergunta que pode ajudar a controlar a pandemia da COVID-19. Um novo estudo, publicado na revista JAMA Internal Medicine, parece ter descoberto a resposta: os indivíduos infectados são mais contagiosos dois dias antes e três dias depois de desenvolveram os sintomas.

Desenvolvido em parceria com pesquisadores norte-americanos e chineses, o estudo também observou que indivíduos infectados pelo coronavírus eram mais propensos a ser assintomáticos se contraíssem o vírus de um caso primário — a primeira pessoa infectada em um surto —, se esta pessoa também fosse assintomática.

Casos primários e secundários

Antes de seguir, vale entender a diferença entre um caso primário e um secundário. De acordo com pesquisado do professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Luis Antonio Mathias, caso primário é "o primeiro caso de determinada enfermidade a ocorrer em determinada área". Já o secundário "significa que se originou a partir do caso primário, e não da mesma fonte de infecção que deu origem aos casos primário e co-primário". Além disso, Mathias explica que "o número de casos secundários caracteriza a difusibilidade da doença e reflete a infectividade do agente etiológico".

Pesquisa descobre quando pessoas com a COVID-19 são mais transmissíveis (Imagem: Reprodução/Stockking/Freepik)
Pesquisa descobre quando pessoas com a COVID-19 são mais transmissíveis (Imagem: Reprodução/Stockking/Freepik)

Estudo sobre a transmissão do coronavírus

"Em estudos anteriores, a carga viral foi usada como uma medida indireta de transmissão", explicou o pesquisador e professor da Universidade de Boston, Leonardo Martinez. "Queríamos ver se os resultados desses estudos anteriores, que mostram que os casos da COVID-19 são mais transmissíveis alguns dias antes e depois do início dos sintomas, poderiam ser confirmados examinando os casos secundários entre os contatos próximos", explicou, sobre o objetivo do estudo.

Dessa forma, o grupo de pesquisa analisou a transmissão da COVID-19 em aproximadamente 9 mil contatos próximos de casos primários na província de Zhejiang, na China, que ocorreram entre janeiro e agosto de 2020.

Eram classificados como contatos próximos:

  • Indivíduos que viviam na mesma casa ou que jantaram juntos;

  • Colegas de trabalho;

  • Pessoas em ambientes hospitalares;

  • Passageiros em veículos compartilhados.

Além disso, os indivíduos infectados foram acompanhados por pelo menos 90 dias após os resultados do teste positivo para COVID-19.

Dos indivíduos identificados como casos primários, 89% desenvolveram sintomas leves ou moderados e apenas 11% eram assintomáticos. Curiosamente, nenhum deles desenvolveu sintomas graves. Agora, membros da família de casos primários e pessoas que foram expostas aos casos primários várias vezes ou por períodos mais longos tiveram taxas de infecção mais altas do que outros contatos próximos.

Outra descoberta do estudo foi que os contatos próximos eram mais propensos a contrair a COVID-19 de um indivíduo infectado primário se fossem expostos pouco antes ou depois de o indivíduo desenvolver sintomas perceptíveis. Mais especificamente, dois dias antes — e três dias depois desenvolveram sintomas.

"Nossos resultados sugerem que o momento da exposição em relação aos sintomas do caso primário é importante para a transmissão, e esse entendimento fornece mais evidências de que o teste rápido e a quarentena depois que alguém está se sentindo mal é uma etapa crítica para controlar a epidemia", completa o professor Martinez.

Fonte: Canaltech

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