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COVID | Após atrasos, GSK e Sanofi começam testes de nova vacina em humanos

Fidel Forato
·2 minuto de leitura

Na corrida pela imunização contra o novo coronavírus (SASR-CoV-2), grandes farmacêuticas investem recursos no desenvolvimento de vacinas, ainda que algumas fórmulas já sejam adotadas pelo mundo, como a CoronaVac e o imunizante da Pfizer-BioNTech. Nesse cenário, a GlaxoSmithKline (GSK) e a Sanofi anunciaram o início da Fase 2 de testes de sua vacina contra a COVID-19, nesta segunda-feira (22).

A potencial vacina contra a COVID-19 adota tecnologia baseada em proteína recombinante para desencadear a imunização contra o novo agente infeccioso. Esta é a mesma tecnologia que a Sanofi já adota em seu imunizante contra a gripe sazonal, mas foi adaptada para o coronavírus. Além disso, a fórmula recebe um adjuvante — que é uma substância responsável por atuar como um reforço da vacina — da GSK.

Farmacêuticas GSK e Sanofi se unem para testes de nova vacina contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Artem Podrez/ Pexels)
Farmacêuticas GSK e Sanofi se unem para testes de nova vacina contra a COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Artem Podrez/ Pexels)

O novo ensaio clínico deve avaliar a segurança, a tolerabilidade e a resposta imune da vacina contra a COVID-19 em 720 adultos saudáveis ​​nos Estados Unidos, Honduras e Panamá. Durante a pesquisa, será testada a imunização feita a partir de duas doses, administradas com 21 dias de intervalo.

Quando ficará pronta a vacina?

Caso os resultados desta etapa intermediária do estudo sejam positivos, os pesquisadores apostam que a vacina pode chegar aos testes de Fase 3 no segundo trimestre deste ano e, dessa forma, existe a possibilidade do imunizante contra a COVID-19 ser aprovado até o final de 2021.

No entanto, esse cenário só será possível caso novos problemas não sejam relatados. Isso porque, em dezembro, os pesquisadores observaram uma resposta imunológica pouco significativa em pessoas mais velhas, após analisarem os primeiros testes clínicos da fórmula. De acordo com as análises, esses resultados foram provavelmente causados ​​por uma concentração inadequada do antígeno na composição da vacina.

“Nas últimas semanas, nossas equipes trabalharam para refinar a formulação do antígeno de nossa vacina de proteína recombinante”, afirmou Thomas Triomphe, vice-presidente executivo e chefe da Sanofi Pasteur, em comunicado para a imprensa.

Mesmo em fase de desenvolvimento, a Sanofi e a GSK já fecharam acordos para fornecer sua vacina para a União Europeia, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. Além disso, planeja, fornecer injeções para o programa COVAX Facility, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Canaltech

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