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Covid: Com alta de casos, Governador do DF decreta estado de calamidade, mas descarta lockdown

Ibaneis decreta estado de calamidade no DF por conta da pandemia (Foto: Renato Alves/ Agência Brasília)

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decretou, nesta segunda-feira (29), estado de calamidade pública no Distrito Federal. A decisão foi tomada por conta do aumento no número de casos de covid-19

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O total de infectados registrados até segunda no Distrito Federal chegou a 44.918, sendo 502 óbitos, segundo dados do Governo do Distrito Federal. O número é preocupante: a taxa de incidência é de 1.489 casos por 100 mil habitantes, uma das mais altas do país.

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O aumento dos casos também tem causado impacto nos hospitais. Ainda no domingo, as unidades particulares atingiram 90,4% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para paciente com covid-19. Na rede pública, a ocupação é de 60%. O índice de ocupação dos leitos é o mais alto desde o início da pandemia na capital.

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O decreto de estado de calamidade tem como objetivo conseguir insumos e recursos da União, por meio do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil, do governo federal.

A medida facilita ainda a aplicação de recursos, possibilita compras e contratação de empresas sem licitação.

Mas, na prática, o GDF tem autorizado uma série de flexibilizações, e Ibaneis descarta lockdown (isolamento total) no Distrito Federal, mesmo com a alta na ocupação de leitos e o estado de calamidade.

Com a alegação de que a situação estava “sob controle”, na sexta-feira (26), Ibaneis permitiu a reabertura de clubes recreativos e o retorno dos treinos de times de futebol profissionais.

O governador anunciou nesta segunda o calendário, a partir de 7 de julho, com a previsão da retomada dos serviços que ainda não obtiveram permissão para voltar a funcionar, como academias de ginástica, salões de beleza, bares e restaurantes.

Enquanto isso, prefeitos de municípios goianos do entorno de Brasília definem se vão aderir a orientação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), sobre o lockdown (isolamento total) de 14 dias.

A medida foi anunciada após um estudo da Universidade Federal de Goiás apontar que o sistema de saúde do estado pode colapsar em julho, em reflexo da pandemia do novo coronavírus.

Pacientes das cidades do Entorno são atendidos, na maioria das vezes, nos hospitais do Distrito Federal, pela proximidade. Em maio, Ibaneis Rocha ameaçou proibir hospitais públicos do DF de aceitarem a entrada de pacientes com Covid-19 da região.



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