Mercado fechado

COVID-19 | Vacina de Oxford induz forte respostas imunes em voluntários idosos

Nathan Vieira
·2 minuto de leitura

Com a corrida das vacinas, a população mundial se encontra cautelosamente esperançosa por uma aliada na luta contra a COVID-19. Com isso em mente, nesta segunda-feira (26), a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca anunciaram que sua candidata à vacina induziu uma forte resposta imune em idosos em meio a testes de fase 2 realizados no Reino Unido.

Os testes de uma vacina contam com três fases. A segunda verifica a segurança e a capacidade de gerar uma resposta do sistema de defesa, e costuma ser feita com centenas de voluntários. Durante o anúncio do avanço dessa fase, a AstraZeneca definiu o resultado como encorajador: "É encorajador ver que as respostas de imunogenicidade foram semelhantes entre adultos mais velhos e mais jovens e que a geração de efeitos adversos foi menor em adultos mais velhos, nos quais a gravidade da COVID-19 é maior", afirmou um porta-voz do laboratório. Segundo a Universidade de Oxford, a resposta imune foi vista "em ambas as partes do sistema imune".

As descobertas anteriores mostraram que a vacina induziu duas formas de resposta imunológica humana, gerando anticorpos e células T, por pelo menos 56 dias. Testes de imunogenicidade positivos não garantem que a vacina se mostre segura e eficaz em pessoas mais velhas. Isso não será conhecido até que os dados completos do ensaio para a faixa etária tenham sido analisados. No entanto, os pesquisadores foram encorajados pelo desenvolvimento mais recente.

Candidata a vacina contra COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford induz forte respostas imunes em voluntários idosos (Imagem: Thirdman/Pexels)
Candidata a vacina contra COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford induz forte respostas imunes em voluntários idosos (Imagem: Thirdman/Pexels)

O resultado dos testes está sendo observado de perto em todo o mundo. O braço americano do estudo Oxford/AstraZeneca recebeu autorização para retomar na última sexta-feira, tendo sido interrompido desde 6 de setembro, depois que um participante desenvolveu sintomas neurológicos. Além disso, na semana passada, um voluntário brasileiro que participou dos testes da vacina morreu de COVID-19, mas ele não recebeu a vacina que está sendo testada, e sim um placebo, ou seja, uma substância inativa.

Em setembro, a Anvisa autorizou uma ampliação de mais cinco mil voluntários, incluindo pessoas com mias de 60 anos, que poderão participar no estudo clínico de fase 3 — a última antes da aprovação e posterior registro — com a vacina.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: