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Covid-19 traz mortes onde vacinas ainda não chegaram

Todd Gillespie
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Se você mora em Israel, Estados Unidos ou Reino Unido, onde as campanhas de imunização são implementadas com notável velocidade, vislumbres de um futuro pós-pandemia começam a aparecer: quase todas as escolas reabriram, reuniões familiares são planejadas e as férias de verão podem se tornar realidade.

Mas sem considerar esses poucos países ricos, surge uma realidade mais sombria: o coronavírus continua se espalhando pela maior parte do planeta, e a distribuição desigual de vacinas representa um grande risco devido à expansão de variantes.

Desde meados de março, as mortes por Covid-19 começaram a apresentar tendência de alta novamente ao redor do mundo, embora os números tenham melhorado nos EUA e no Reino Unido, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Na semana passada, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a distribuição desigual de vacinas “não é apenas um ultraje moral”, é também autodestrutiva do ponto de vista econômico e epidemiológico.

Globalmente, meio bilhão de doses de vacinas foram administradas, de acordo com o rastreador de vacinas da Bloomberg. Embora as vacinas tenham sido aplicadas em cerca de 140 países, a grande maioria foi destinada a nações desenvolvidas que garantiram centenas de milhões de doses. Essa disparidade corre o risco de prolongar a pandemia, mesmo em países que atualmente lideram a corrida da vacinação.

“Precisamos tentar preencher a lacuna entre quem tem e quem não tem vacinas para realmente cumprir as metas que buscamos alcançar para acabar com esta pandemia e colocar nossas economias em funcionamento novamente”, disse em entrevista Thomas Bollyky, diretor do programa de saúde global no Conselho de Relações Exteriores.

A Covax, iniciativa que visa distribuir doses equitativamente ao redor do mundo, começou a fornecer vacinas para países de baixa renda, como Costa do Marfim e Gana, mas a OMS disse que mais precisa ser feito.

Praias lotadas

A economia de Israel foi em grande parte reaberta agora que metade do país está totalmente vacinada e os novos casos em queda.

Cidadãos retornam a restaurantes e bares que sobreviveram à pandemia, lotam praias do país e assistem a shows ao vivo e a partidas de futebol nos primeiros dias da primavera.

Israel ainda está fechado para turistas estrangeiros, pois teme que variantes possam prejudicar o programa de vacinação. Ainda assim, alguns hotéis dizem que estão lotados para o feriado da Páscoa, que será celebrado sem novas restrições de mobilidade. É um cenário muito diferente em relação ao ano passado, quando lockdowns foram impostos durante o período para evitar um aumento dos casos.

Contraste

Também é um grande contraste com o Brasil, que enfrenta o pior período da pandemia um ano após a chegada do coronavírus no país e dois meses depois do início da vacinação.

O país registrou 3.650 mortes na sexta-feira, recorde diário de vítimas. Na quarta-feira, se tornou o segundo país depois dos EUA a registrar 300 mil mortes por Covid-19. Desde o início da vacinação em meados de janeiro, apenas 6% da população recebeu uma dose. A crise levou países vizinhos a fecharem fronteiras, imporem proibições de viagens e exigirem quarentenas.

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©2021 Bloomberg L.P.