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Covid-19: Secretaria de Estado de Saúde distribui 517 mil doses de vacinas neste fim de semana, e 63 unidades recebem medicamentos do 'kit intubação'

Lívia Neder e Rodrigo de Souza
·5 minuto de leitura

RIO — A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realiza, neste fim de semana, mais uma entrega de vacinas contra a Covid-19 e medicamentos do chamado "kit intubação". Ao todo, são 517 mil doses de imunizantes, sendo 273.500 da vacina Oxford/AstraZeneca e 243.500 da Coronavac, além de 47.400 unidades de medicamentos.

Neste domingo, seis aeronaves decolaram do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar e do 12º BPM, em Niterói, para transportar vacinas e medicamentos. Por volta das 7h35, Carlos Alberto Chaves, secretário estadual de saúde, embarcou em uma das aeronaves com destino a Campos, no Norte Fluminense. Ele ainda deve parar em outras cidades da região. Foram utilizados dois helicópteros do governo estadual, um da SES, dois do Corpo de Bombeiros e um da Polícia Civil.

A pasta diz que a operação de distribuição começou na noite de sexta-feira (16), com a liberação das vacinas para o município do Rio de Janeiro, e no sábado (17), com as retiradas pelos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) da SES, em Niterói.

As doses de vacina da Oxford/AstraZeneca foram entregues pela Fiocruz diretamente à SES, após pedido do governo estadual, diz a secretaria. De acordo com a SES, a medida agiliza a distribuição da vacina, uma vez que os lotes destinados ao estado do Rio de Janeiro não precisam mais passar pelo Centro de Distribuição do Ministério da Saúde, em São Paulo.

Neste fim de semana, segundo a SES, também acontece uma nova liberação de medicamentos do chamado “kit intubação” a municípios e hospitais que atendem pacientes com Covid-19. Os remédios foram adquiridos pela própria SES e vão complementar os estoques de 63 unidades hospitalares, que também são abastecidos por meio de compras realizadas pela própria unidade e/ou município gestor e por remessas enviadas pelo Ministério da Saúde.

A SES esclarece que aderiu a uma ata do Ministério da Saúde (MS) para aquisição direta dos medicamentos, ampliando ainda a solicitação com um aditivo de 50%. Até esta sexta-feira (17), a secretaria já havia tido sucesso em duas negociações, segundo informou ao GLOBO. Parte da remessa distribuída resulta dessa aquisição. A pasta também comunicou que realiza um processo de compra para suprir a necessidade do estado nos próximos três meses.

A reportagem questionou quais unidades receberam os medicamentos, assim como o nome dos fármacos repassados e suas respectivas quantidades, mas não obteve resposta. No repasse anterior, divulgado na quinta-feira (15), a SES comunicou ter abastecido 55 unidades com uma remessa suficiente para sete dias de atendimento.

A secretaria diz estar empenhando “todos os esforços visando buscar alternativas viáveis para resolver o abastecimento dos medicamentos do chamado ‘kit intubação’ em municípios e unidades de saúde que atendem pacientes em tratamento de Covid-19, problema que ocorre em todo o Brasil”.

Ainda segundo a secretaria, o suprimento desses remédios nos hospitais estaduais "é de responsabilidade das Organizações Sociais (OS) de cada unidade e/ou do município gestor. Entretanto, em apoio à crescente demanda do momento, a SES, além da compra já mencionada, também realiza repasses dos medicamentos enviados pelo MS, de forma equânime e com participação do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS)".

Nesta sexta-feira (16), a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) retirou um lote de medicamentos do kit intubação na central de medicamentos da Secretaria de Estado de Saúde, em Niterói. "Os hospitais foram imediatamente abastecidos. Todos os recursos da SMS estão concentrados no atendimento aos casos de emergência e prioritários, como a assistência aos pacientes internados com covid-19", diz a SMS, por nota.

A pasta não deu previsão de duração dos novos estoques, nem detalhou quais hospitais receberam as remessas. Segundo a SMS, as unidades têm trabalhado com estoques no limite, pois "não tem sentido que uma tenha quantidade reserva desses insumos, enquanto em outra haja falta".

Também nesta sexta, a secretaria informou ter remanejado sedativos usados na intubação de pacientes, como midazolam e fentanil, de unidades veterinárias da cidade para o Hospital Ronaldo Gazolla, referência para a Covid-19. Na última semana, o EXTRA mostrou relatos de profissionais de saúde e de familiares de pacientes que vivem o drama da escassez desses medicamentos.

Nesta sexta-feira (16), o Ministério da Saúde informou que uma carga de 2,3 milhões de unidades de medicamentos para intubação vinda da China chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos na noite desta quinta-feira (15). A remessa foi doada por um grupo de empresas formado pela Petrobras, Vale, Engie, Itaú Unibanco, Klabin e Raízen. Do total de doações, o estado do Rio de Janeiro receberá, segundo a pasta, 324 mil unidades de medicamentos, divididos em:

Considerando o consumo médio mensal do Rio de Janeiro para cada medicação segundo dados do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass), as quantidades de midazolam, cisatracúrio e fentanil são suficientes para 10 dias de cobertura, e a de propofol, para 15 dias de cobertura.

O ministério diz que, desde a chegada dos medicamentos, tem trabalhado para organizar a distribuição para todos os estados com estoques críticos o mais rápido possível. A previsão é garantir o abastecimento desses insumos entre 10 e 15 dias, dependendo da demanda local de cada estado ou município, diz a pasta. Ainda segundo o MS, a carga que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recebeu ontem inclui frascos da leva de doações.

O ministério também comunicou que pretende adquirir mais frascos de sedativos por meio de dois pregões, ainda em andamento, e uma compra direta via Organização Panamericana de Saúde (Opas), que não foi fechada. A pasta não deu previsão para o encerramento desses processos, nem disse quantos frascos estão sendo negociados.