Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.523,47
    -1.617,17 (-1,47%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.049,05
    +174,14 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,23
    -2,65 (-3,49%)
     
  • OURO

    1.865,90
    -50,40 (-2,63%)
     
  • BTC-USD

    23.420,26
    -227,86 (-0,96%)
     
  • CMC Crypto 200

    535,42
    -1,43 (-0,27%)
     
  • S&P500

    4.136,48
    -43,28 (-1,04%)
     
  • DOW JONES

    33.926,01
    -127,93 (-0,38%)
     
  • FTSE

    7.901,80
    +81,64 (+1,04%)
     
  • HANG SENG

    21.660,47
    -297,89 (-1,36%)
     
  • NIKKEI

    27.509,46
    +107,41 (+0,39%)
     
  • NASDAQ

    12.616,50
    -230,25 (-1,79%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5385
    +0,0488 (+0,89%)
     

Covid-19 provocou mais mortes de grávidas e puérperas que em outros grupos no BR

No primeiro ano da pandemia da covid-19 no Brasil, cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificaram um excesso de óbitos maternos de 40%, incluindo gestantes e puérperas. Após considerar o aumento geral de mortes na população associado ao coronavírus SARS-CoV-2, o valor do excesso de mortes foi estimado em 14%. Na época, vacinas não estavam disponíveis.

Publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth, o estudo do Observatório Covid-19 Fiocruz identificou que, no recorte, as mulheres mais afetadas foram as grávidas que estavam no segundo e terceiro trimestre da gestação, quando foram infectadas pelo vírus da covid-19.

"O atraso do início da vacinação entre as grávidas e puérperas pode ter sido decisivo na maior penalização destas mulheres. Destacamos ainda que o excesso de óbitos teve a covid-19 não apenas como causa direta, mas aumentou o número de mortes de mulheres que não conseguem acesso ao pré-natal e condições adequadas de realização do seu parto no país”, comenta Raphael Mendonça Guimarães, um dos autores do estudo e cientista da Fiocruz, em comunicado.

O que significa excesso de mortes entre grávidas e puérperas?

Vale explicar que excesso de mortalidade, como o apontado pela equipe da Fiocruz, é calculado a partir da diferença entre o número de mortes que ocorreram no período (2020) e o número esperado na ausência da pandemia — este valor é obtido através dos dados de anos anteriores.

Cabe também destacar que o excesso de mortes não foi gerado unicamente pela covid-19. Na verdade, essa porcentagem (40%) engloba tanto mortes diretas pelo coronavírus quanto indiretas. Nesse segundo grupo, são consideradas grávidas que morreram por dificuldade no acesso à saúde ou que não conseguiram fazer o pré-natal de forma adequada, já que os hospitais estavam focados nos desdobramentos da pandemia.

Risco de morte materna por covid-19

Grávidas foram mais afetadas pela covid-19 do que outros grupos de brasileiros no primeiro ano da pandemia (Imagem: Determined/Envato)
Grávidas foram mais afetadas pela covid-19 do que outros grupos de brasileiros no primeiro ano da pandemia (Imagem: Determined/Envato)

Segundo os pesquisadores, gestantes negras tinham um risco 44% maior de morrer que o grupo de controle de mulheres que não estavam grávidas. Além disso, residir na zona rural e estar internada fora do município de residência tinham um risco 61% e 28% maior de morte, respectivamente.

Além disso, as chances de hospitalização de gestantes com covid-19 eram 337% maiores, quando comparadas com pacientes em geral. Para as internações nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), as possibilidades foram 73% maiores. Quando se analisa a demanda pelo uso de suporte ventilatório invasivo, a necessidade foi 64% maior

Para chegar a estas conclusões, foram usados dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) para óbitos por covid-19 nos anos de 2020 e 2021. Além disso, a análise considerou o Sistema de Informações sobre Mortalidade de 2020 e dos cinco anos anteriores (pré-pandemia).

Os resultados do estudo brasileiro confirmam outra pesquisa recente, desenvolvida por cientistas da Universidade George Washington, nos Estados Unidos. No levantamento, foi possível observar que o risco de morte de gestantes era sete vezes maior que na população geral, reforçando a importância da vacinação neste grupo.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: