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COVID-19 | Professores serão segundo grupo para vacinação em São Paulo

Fidel Forato
·2 minutos de leitura

Para conter o novo coronavírus (SARS-CoV-2), autoridades públicas apostam na vacinação em massa de suas populações, quando houver uma vacina segura e eficaz. No entanto, esse processo deve ser fragmentado e em etapas já que, provavelmente, não haverá doses do imunizante para todos no início. Nesse cenário, o estado de São Paulo — envolvido no desenvolvimento da vacina CoronaVac — planeja vacinar primeiro os profissionais de saúde e, em segundo lugar, a prioridade será dos professores.

"O que nós temos como rito já definido é a vacinação primeiro dos profissionais da área da saúde, uma vez que eles estão muito dentro dos ambientes nos quais a circulação do vírus é extremamente elevada", afirmou o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, na segunda-feira (5).

“A partir de então, entendemos que educadores devem ser o segundo grupo a ser vacinado”, completou o secretário. Depois, a prioridade de vacinação deverá ser as pessoas com doenças crônicas. Independente dessa ordem, Gorinchteyn ressaltou que “precisamos ter o maior número possível de doses para vacinar, com rapidez, o maior número de pessoas”.

Em SP, professores serão o segundo grupo para receber vacina contra a COVID-19, a CoronaVac (Imagem: Reprodução/ Governo do Estado de São Paulo)
Em SP, professores serão o segundo grupo para receber vacina contra a COVID-19, a CoronaVac (Imagem: Reprodução/ Governo do Estado de São Paulo)

As definições sobre quem deve receber as primeiras doses da vacina contra a COVID-19 são importantes, porque o governo paulista, a partir do Instituto Butantan, tem uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a vacina CoronaVac. Esse acordo prevê o recebimento de 46 milhões de doses do imunizante até dezembro deste ano e, posteriormente, a transferência de tecnologia para iniciar a produção nacional.

Vacina contra a COVID-19

Ainda não há uma vacina aprovada contra a COVID-19, mas há vacinas na terceira e última fase antes da aprovação. Este é o caso da CoronaVac, desenvolvida a partir de fragmentos do coronavírus inativados (quando o vírus está "morto") e que depende de duas doses do imunizante. No Brasil, os estudos de fase três contam com a participação de 13 mil voluntários, incluindo quem já teve infecção prévia pelo coronavírus e idosos.

Caso esses testes comprovem a eficácia e segurança, a vacina ainda precisará receber a autorização de uso da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nesse sentido, o Instituto Butantan já iniciou a aprovação continuada do imunizante, quando os documentos preliminares são analisados, enquanto a pesquisa avança para sua possível conclusão. Dessa maneira, o fluxo de informações entre as instituições é contínuo e permite que o registro possa ser emitido de forma mais rápida, dentro dos protocolos e normas científicas vigentes.

Fonte: Canaltech

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