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COVID-19 | Países europeus se preparam para segunda onda

Nathan Vieira
·2 minutos de leitura

Já não é exatamente um segredo a possibilidade de uma segunda onda de contágios da COVID-19, uma vez que embora determinados lugares estejam se livrando da quarentena aos pouquinhos, os casos só fazem aumentar. Na Europa, os países já se preparam para essa temida segunda onda: começaram a fechar escolas e cancelar cirurgias, indo muito além das restrições à vida social tendo o inverno cada vez mais perto de acontecer.

O que acontece é que o retorno às atividades normais desencadeou um pico acelerado de casos em toda a Europa. As taxas de infecção crescentes também estão testando a determinação dos governos a manter as escolas abertas. As infecções europeias vêm se mantendo em uma média de quase 100 mil por dia. Os governos se veem obrigados a adotarem restrições severas.

No caso da República Tcheca, que tem o pior índice per capita europeu, o ensino à distância foi completamente adotado, e os hospitais começaram a suspender operações sem urgência para liberar leitos. "Às vezes estamos à beira do choro, isso acontece com bastante frequência agora", disse Lenka Krejcova, chefe de enfermagem do hospital Slany, no noroeste de Praga.

 Países europeus se preparam para segunda onda de contágios da COVID-19 (Imagem: Gerd Altmann / Pixabay)
Países europeus se preparam para segunda onda de contágios da COVID-19 (Imagem: Gerd Altmann / Pixabay)

Em paralelo, as autoridades de Moscou vão adotar o ensino virtual para muitos estudantes, e a Irlanda do Norte anunciou um fechamento de duas semanas das escolas. Por outro lado, a Alemanha, o Reino Unido e França vêm resistindo à pressão para fechar as escolas, uma medida que criou transtornos para a força de trabalho durante os lockdowns de primavera, já que os pais tiveram que se dividir entre os cuidados com os filhos e o trabalho em casa. Já os Países Baixos, mais conhecido como Holanda, retomou um lockdown parcial nesta quarta-feira (14), fechando bares e restaurantes. Mesmo assim, as escolas ficaram abertas.

Em junho, durante uma entrevista ao portal norte-americano Washington Examiner, Crystal Washington, professor de psicologia da Universidade de Connecticut declarou: "Uma segunda onda seria devastadora para muita gente. Há uma sensação de que passamos por um período realmente terrível e traumático e agora estamos em uma fase de reabertura e recuperação". Outro motivo pelo qual a segunda onda seria pior que a primeira é o efeito do estresse prolongado, que pode ser mais prejudicial do que os estresses de curto prazo.

Fonte: Canaltech

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