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COVID-19 | OMS ataca imunidade de rebanho como forma de controle da pandemia

Fidel Forato
·4 minutos de leitura

Na segunda-feira (12), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre os riscos de se aguardar pela imunidade de rebanho como uma forma de resposta à pandemia da COVID-19 e de controlar os novos casos do coronavírus SARS-CoV-2. Já que esperar que um vírus se espalhe de forma indiscriminada pode levar a mais mortes pela infecção do que a melhora da situação epidemiológica.

De forma explícita, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que essa abordagem é "científica e eticamente problemática" e que pode trazer mais riscos para a sociedade, durante entrevista coletiva. Afinal, mais de 37 milhões de pessoas já adoeceram por causa da COVID-19 no mundo, sendo um milhão foi ao óbito, segundo dados coletados pela plataforma da Universidade Johns Hopkins.

Para a OMS, adotar a imunidade de rebanho para combater a COVID-19 pode levar a mais mortes (Imagem: Reprodução/ Kate Trifo/ Unsplash)
Para a OMS, adotar a imunidade de rebanho para combater a COVID-19 pode levar a mais mortes (Imagem: Reprodução/ Kate Trifo/ Unsplash)

Imunidade de rebanho contra a COVID-19?

Sem uma vacina segura e eficaz contra a COVID-19, o mundo ainda enfrenta os desafios da pandemia e algumas regiões do globo registram um elevado número de novos casos diários. Diante desse cenário, políticas públicas para a proteção contra o coronavírus são necessárias. "Deixar a COVID-19 circular, sem controle, significa, portanto, permitir infecções, sofrimento e morte desnecessários", argumentou Ghebreyesus.

De acordo com o diretor-geral da OMS, "a imunidade de rebanho é um conceito usado para vacinação, no qual uma população pode ser protegida de um determinado vírus se um limite de vacinação for atingido... Em outras palavras, a imunidade coletiva é obtida protegendo as pessoas de um vírus, e não as expondo a ele [o agente infeccioso]".

Entre os exemplos citados sobre imunidade coletiva e a capacidade de proteger uma sociedade, está a vacinação contra o sarampo. Nesse caso, 95% da população deve ser vacinada para que haja imunidade coletiva contra o sarampo. Isso significa que apenas os 5% restantes serão protegidos, sem imunizantes, pelo fato de que o contágio será barrado pelo alto número de pessoas imunizadas. No caso da COVID-19, ainda não há uma vacina sequer.

Ghebreyesus também lembrou que "a grande maioria das pessoas na maioria dos países permanece suscetível a esse vírus. Pesquisas de soroprevalência [quando é testada a presença de anticorpos no sangue] sugerem que, na maioria dos países, menos de 10% da população foi infectada com o vírus da COVID-19".

Esperar pela imunidade de rebanho não é uma alternativa para enfrentar a COVID-19, segundo a OMS (Imagem: Reprodução/ Outsideclick/ Pixabay)
Esperar pela imunidade de rebanho não é uma alternativa para enfrentar a COVID-19, segundo a OMS (Imagem: Reprodução/ Outsideclick/ Pixabay)

Além de ir contra a ausência de políticas públicas em algumas regiões para se controlar o coronavírus, Tedros afirmou: "Nunca na história da saúde pública a imunidade coletiva foi usada como estratégia para responder a um surto, muito menos a uma pandemia". Isso porque, embora os idosos e pessoas com doenças pré-existentes corram o maior risco, pessoas saudáveis também podem ter dificuldade em relação ao coronavírus.

"Permitir que um vírus perigoso que não entendemos totalmente seja executado gratuitamente é simplesmente antiético. Não é uma opção", completou o diretor-geral da OMS. Para além dessa crítica, uma série de medidas também foram apontadas para combater os casos da COVID-19.

Tecnologia e o rastreio de caos da COVID-19

De acordo com a OMS, não há forma melhor de controlar os casos da COVID-19 que não passe pela identificação, em massa, de pessoas contaminadas, a partir de testes e de quarentena. Além disso, é importante que haja o rastreio de contatos de uma pessoa doente, ou seja, os indivíduos com quem um infectado se encontrou devem ser notificados e, se possível, também entrarem em isolamento.

Entre essas iniciativas de rastreio de casos da COVID-19, o diretor-geral da OMS destacou o aplicativo desenvolvido pela Alemanha, que foi usado para transmitir 1,2 milhão de resultados de testes de laboratórios aos usuários nos primeiros 100 dias. Além dele, o app Aarogya Setu, da Índia, foi baixado por 150 milhões de usuários e auxiliou que o departamento de saúde pública identificasse áreas para expandir os testes de forma direcionada.

Mesmo que seja compreensível a frustração que muitas pessoas, comunidades e governos sintam em relação ao controle do coronavírus, Ghebreyesus lembrou que "não existem atalhos e nem balas de prata" contra a COVID-19.

Fonte: Canaltech

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