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COVID-19 no BR | 93 casos de reinfecção por coronavírus estão em investigação

Fidel Forato
·3 minutos de leitura

De acordo com os dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil acumula 5,1 milhões de infecções pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), desde a chegada da infecção em fevereiro. Desse total começam a aparecer casos suspeitos de reinfecção da COVID-19 entre os brasileiros, mas em porcentagem bastante reduzida. São identificados e investigados pelo menos 93 casos de reincidência da infecção, segundo levantamento da CNN junto a governos estaduais, prefeituras e hospitais.

Até o momento, o Ministério da Saúde não confirma a existência de casos de reinfecção pelo coronavírus no país. De acordo com nota sobre o tema, a pasta considera este "um evento raríssimo, que precisa ser investigado com a máxima cautela". Um dos pontos a ser considerado é a diferença entre a reinfecção de fato e uma infecção que se estende por mais tempo do que o esperado no organismo do doente.

Brasil já investiga 93 casos de reinfecção pelo novo coronavírus (Imagem: Reprodução/ Macau Photo Agency/Unsplash)
Brasil já investiga 93 casos de reinfecção pelo novo coronavírus (Imagem: Reprodução/ Macau Photo Agency/Unsplash)

Neste levantamento, foram considerados quadros em que um paciente testou positivo para a COVID-19 e, em outro momento, testou negativo para infecção. Dessa forma, a pessoa já poderia se considerar curada. No entanto, ela veio a ser diagnosticada, novamente, com a infecção por coronavírus.

Estágio de investigações sobre reinfecção

Na lista dos mais de 90 suspeitos de reinfecção por coronavírus, há diferentes níveis de documentação dos quadros dos pacientes para que se comprove, posteriormente, o fato. Entre eles, o Hospital das Clínicas de São Paulo registra o maior número de suspeitos da reinfecção da COVID-19. No total, os médicos do hospital acompanham 28 pacientes. Nesse estado, a USP de Ribeirão Preto identificou uma enfermeira, de 24 anos, que testou positivo duas vezes para a infecção.

Entre outras regiões, o estado do Ceará tem seis casos, onde estão envolvidos apenas profissionais da área da saúde. De acordo com o governo, os diagnósticos de reinfecção foram feitos em um intervalo de tempo que variou de 47 a 75 dias. Inclusive, o tipo de exame feito nesses pacientes foi o teste RT-PCR, considerado o padrão ouro para o coronavírus.

Reinfecção por coronavírus no mundo

Nos últimos dias, o caso específico de um norte-americano, de 25 anos, que teve a segunda infecção por coronavírus chamou a atenção, porque foi possível comprovar que eram, de fato, duas infecções diferentes através de análises genômicas. Dessa forma, a equipe médica descartou a possibilidade de que a infecção original tenha se tornado "dormente" e depois atacado.

Infelizmente, a segunda foi muito mais grave para a pessoa do que a primeira, entretanto, o paciente já recuperou da COVID-19. Por conta das complicações, o caso foi investigado e publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases. No artigo, os pesquisadores descrevem que analisaram o código genético do vírus responsável por cada uma das infecções do paciente. Como o código apresentava diferenças significativas, foi confirmado o fato de se tratar de duas infecções distintas por coronavírus.

Os casos espelhados pelo mundo e, possivelmente, pelo Brasil retomam questões sobre a real imunidade contra o coronavírus e por quanto tempo ela pode perdurar. Em agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também afirmou que é possível a reincidência da COVID-19 e confirmou o primeiro caso de reinfecção na China.

Fonte: Canaltech

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