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COVID-19 | Minas Gerais não consegue achatar a curva de casos

Nathan Vieira

Na última quarta-fiera (2), durante uma edição do "Boletim Epidemiológico e Assistencial da COVID-19", o governo do Estado de Minas Gerais admitiu que está apenas no início do aumento exponencial de casos de COVID-19. No boletim, a administração estadual expõe que não observa redução da velocidade da pandemia em relação a estimativas anteriores. “Não estamos conseguindo ‘achatar’ a curva de novos casos”, consta nesse boletim.

O documento ainda aponta que o estado se encontra no início do aumento exponencial no número de casos: "Desta forma, sugere-se que o incremento de novos casos seja acompanhado diariamente e sejam intensificadas as orientações de prevenção”.

No último dia 27, essa documentação estimou a quantidade de novos casos de COVID-19 para o dia em que o estado atingir o pico da pandemia: 2.047 (mas esse número chega a 2.861 se a avaliação for feita com base na tendência do Brasil ao invés de ser o comportamento da curva do vírus em Minas).

Interiorização do vírus

O governo do estado de Minas Gerais demonstra preocupação com o processo acelerado de interiorização do vírus

O processo acelerado de interiorização do vírus também é algo que causa receio no governo em questão. Acontece que, dos 12.010 casos confirmados da doença até essa quarta-feira, 9.981 foram registrados fora de Belo Horizonte. A doença já alcançou 465 das 853 cidades mineiras. Na última terça-feira, o Estado de Minas declarou que o coronavírus se disseminou quase três vezes mais fora de BH do que na capital, durante o mês de maio.

O boletim conclui o seguinte: “Para além da evolução diária dos casos confirmados, é preciso também acompanhar o processo de ‘interiorização’ e ‘popularização’ da pandemia. Acredita-se que ao alcançar o interior e os aglomerados o número de casos irá aumentar consideravelmente, assim como observado em São Paulo. A interiorização pode ser mensurada considerando o incremento de casos confirmados ou notificados nos municípios/microrregiões que não são polo de Micro/Macro ou de menor densidade populacional”.

Fonte: Canaltech