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COVID-19 de longa duração pode acometer crianças e trazer graves consequências

Nathan Vieira
·4 minuto de leitura

Se a COVID-19 em si já é um enigma a ser decifrado dia após dia pela medicina, a ação da doença em crianças tem sido ainda mais complexa. Pelo menos, até agora. Um novo estudo da Gemelli University Hospital Foundation, da Itália, apontou evidências preliminares em torno da COVID-19 de longa duração no público infantil.

A persistência dos sintomas de COVID-19 para além de algumas semanas foi descrita pela primeira vez na Itália como Long COVID, algo que atingiu 1.700 pacientes de Wuhan, na China, por exemplo. Entretanto, segundo o novo estudo italiano, essa COVID-19 de longa duração também pode ter um impacto significativo nos pequenos.

Também foi relatado que crianças com COVID-19, em casos raros, podem desenvolver Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que possui amplo espectro de sintomas, como febre persistente acompanhada de um conjunto de sintomas que podem incluir gastrointestinais, com dor abdominal, conjuntivite, exantema (rash cutâneo), erupções cutâneas, edema de extremidades, hipotensão, dentre outros.

Entre 1º de setembro e 1º de janeiro, a pesquisa analisou 129 crianças diagnosticadas com COVID-19, classificadas em sintomáticas e assintomáticas. Três crianças tiveram Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM), enquanto duas tiveram miocardite.

Novo estudo traz evidências de COVID-19 a longo prazo em crianças (Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash)
Novo estudo traz evidências de COVID-19 a longo prazo em crianças (Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash)

O estudo aponta que 42% das crianças tiveram uma recuperação completa, enquanto 53% relataram um ou mais sintomas 120 dias após o diagnóstico. Durante o momento da avaliação, 36% das crianças tiveram um ou dois sintomas, e 23% três ou mais sintomas. Quanto aos sintomas propriamente ditos, 15% relataram aperto no peito e dor, 12% reclamaram de congestão nasal, enquanto 10% relataram cansaço, dificuldade de concentração e dores musculares. Cerca de 7% disseram ter dores nas articulações. Dores de cabeça e palpitações também foram frequentes.

Ao longo do estudo sobre COVID-19 de longa duração, os sintomas persistentes duraram mais de 120 dias após a infecção. Os pesquisadores planejam continuar suas avaliações até 24 meses a partir do diagnóstico. O estudo conclui que, embora as crianças tenham uma infecção leve ou assintomática com SARS-CoV-2, o impacto da doença ainda pode ser significativo.

"A evidência de que a COVID-19 também pode ter um impacto de longo prazo em crianças, incluindo aquelas assintomáticas, destaca a necessidade de pediatras, especialistas em saúde mental e legisladores implementarem medidas para reduzir o impacto da pandemia na saúde infantil", destaca o estudo da Gemelli University Hospital Foundation.

Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica

Durante agosto de 2020, a possível relação entre as doenças chegou a chamar a atenção da Organização Mundial de Saúde (OMS), que alertou pediatras de todo o mundo. Além da OMS, O Ministério da Saúde também emitiu um alerta para a comunidade pediátrica, chamando atenção para a doença, junto à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Em todo o mundo, na época, 300 casos da síndrome já tinham sido registrados.

Na época, o Ministério da Saúde começou a notificar casos da síndrome nos sistemas de monitoramento, entrando em contato ainda com secretarias de saúde de diversas localidades para orientação de atendimento e diagnóstico. O Ministério ainda lançou um boletim epidemiológico relatando a morte de 39 crianças e adolescentes de até 19 anos de idade no Brasil, com direito a 577 casos notificados. Dentre eles, 28% apresentaram algum tipo de comorbidade. Mais de 60% dos pacientes necessitaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica preocupam especialistas do Brasil inteiro (Imagem: Manuel Darío Fuentes Hernández/Pixabay)
Casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica preocupam especialistas do Brasil inteiro (Imagem: Manuel Darío Fuentes Hernández/Pixabay)

Na semana passada, o Rio Grande do Sul confirmou a primeira morte por SIM-P, de um menino de 7 anos que morava na cidade de Alto Feliz. Enquanto isso, o aumento de casos no Amazonas também chama atenção para os casos de COVID-19 em crianças, uma vez que a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) divulgou, no último dia 11, o registro de 15 casos no Estado. Do total, 11 casos são oriundos da capital e outros três do interior do Amazonas.

Por sua vez, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga 172 casos suspeitos de síndrome inflamatória pediátrica, possivelmente provocada pela COVID-19. Já foram confirmados 52 casos, e 48 crianças já receberam alta. O estado não registrou óbitos pela síndrome.

Fonte: Canaltech

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