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COVID-19 | Johnson & Johnson interrompe testes de vacina por “doença inesperada”

Felipe Demartini
·3 minutos de leitura

A Johnson & Johnson anunciou nesta segunda-feira (13) uma interrupção nos testes de sua vacina para a COVID-19, após uma “doença inesperada” ter sido relatada por um dos participantes. Os detalhes sobre o caso não foram revelados, como forma de preservar a privacidade do paciente e entender a situação, que está sendo avaliada em busca de indícios de que a enfermidade está (ou não) relacionada ao recebimento do medicamento.

A vacina, cujo nome técnico é Ad26.COV2.S, se encontrava na chamada Fase 3 dos testes e vinha sendo aplicada em uma quantidade grande de pessoas, de forma a testar sua efetividade e, também, o tipo de reação adversa que pode ter sido causada agora. Por isso mesmo, em comunicado, a Johnson & Johnson afirma que interrupções desse tipo são de se esperar em testes dessa categoria e fazem parte do processo para a obtenção de medicamentos seguros e eficazes.

O objetivo, agora, é estudar o histórico médico do paciente e entender como a vacina pode ter causado a condição recém-descoberta, caso ele tenha recebido, efetivamente, a vacina e não um placebo. Os testes de Fase 3 são realizados de forma que parcelas dos participantes recebam a medicação experimental e, outra parcela, não, para que os pesquisadores possam entender as interações com os vírus e terem bases de comparação em caso de reações adversas.

No comunicado, a Johnson & Johnson também deixou clara que a interrupção se trata de uma pausa nos estudos, realizada pela própria devido à descoberta da tal doença, e não uma parada regulatória, o que envolveria órgãos do governo e possíveis investigações sobre más práticas. Não é o caso, de acordo com a empresa, que disse estar avaliando o caso e indica que os testes da vacina podem continuar de acordo com as conclusões obtidas pelos especialistas, que ainda não têm data para serem divulgadas.

Os testes de Fase 3 da vacina da Johnson & Johnson seria um dos maiores de todos os medicamentos que estão sendo estudados para combater a COVID-19. Mais de 60 mil pessoas em diferentes países, incluindo sete mil deles no Brasil, participam do experimento iniciado em setembro, mas a empresa não divulgou em que território a situação adversa foi identificada.

A Ad26.COV2.S é uma das vacinas para COVID-19 em estágio mais avançado de desenvolvimento — das seis soluções que se encontram em andamento, ela é uma das quatro que estão nos testes de Fase 3. A expectativa da Johnson & Johnson, antes da interrupção, era de que o medicamento estivesse pronto para aplicação na população em novembro, uma vez que a imunização é realizada a partir de uma única dose, o que aceleraria os experimentos atuais. A pausa, entretanto, pode estender este prazo de forma indefinida.

A Johnson & Johnson também é o segundo laboratório a ter as pesquisas pausadas por motivo semelhante. Em setembro, os experimentos com a opção da AstraZeneca, conhecida como vacina de Oxford, também foram interrompidos após uma das pacientes exibir sintomas de mielite transversa, uma doença neurológica espinhal. Dias depois, o laboratório informou que o caso não está relacionado à administração do medicamento e retomou os testes em todos os países, com exceção dos EUA, onde o FDA, equivalente americano à Anvisa, pediu prazo adicional para avaliar os resultados.

Fonte: Canaltech

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